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D. Maria II. Cinco peças a não perder na próxima temporada

D. Maria II. Cinco peças a não perder na próxima temporada

Filipe Ferreira Cláudia Sobral 28/06/2018 23:48

Apresentada a próxima temporada do Teatro Nacional D. Maria II que, arrancará em setembro com dois dias de Entrada Livre, cinco sugestões de espetáculos para ver até ao fim deste ano. E haverá lugar para todos, prometeu o diretor Tiago Rodrigues

Teatro
Quando Tiago Rodrigues convidou Pascal Rambert para criar um espetáculo a apresentar no Teatro Nacional D. Maria II, a resposta do dramaturgo francês veio, segundo contam, em forma de pergunta: “Haverá uma trupe, uma companhia que pudéssemos misturar com atores exteriores ao Teatro Nacional?” Como resposta teve um “sim”, e daí partiu para este “Teatro”. Que não será mais do que um regresso a “Teatro”, que montou em 2012 no Teatro de Arte de Moscovo, para o redesenhar para Portugal, em Lisboa, com Beatriz Batarda, Cirila Bossuet, João Grosso, Lúcia Maria e Rui Mendes.
 15 de setembro a 14 de outubro, na Sala Garrett

À Espera de Godot
Albano Jerónimo, David Pereira Bastos, Miguel Moreira e “um Lucky a designar” abrem a temporada na Sala Estúdio com uma encenação de David Pereira Bastos de “À Espera de Godot”. Promessas, a de “uma abordagem rítmica, crua e lúcida” ao texto de Samuel Beckett. Com lucidez, quer o encenador dizer a consciência de que será só teatro isto. Mas que, se nada é real, tudo será pretexto para o passar do tempo. O mesmo será dizer que tudo é pretexto para se estar vivo apenas. Mas de forma livre, da mais livre possível, perante um texto repleto de “imposições autorais” como é sempre um Beckett.
15 de setembro a 7 de outubro, na Sala Estúdio

Worst of Teatro Praga
Traçando-se uma linha de Gil Vicente até ao século XXI, o que encontrará pelo caminho. Com o filtro dos Praga neste regresso ao Nacional, depois de “Tropa-Fandanga”, em 2014, há de encontrar o pior. “O que é mau?”, eis a pergunta que fazem neste espetáculo em que o seu “best-of” de atores fará um “worst of” da história do teatro português. Um grupo de atores que, prometem os Praga, “tudo farão para salvar a dramaturgia nacional de uma calúnia” pelo contraste do seu “capital simbólico com os piores momentos (que são todos?) da dramaturgia nacional”. Quem sabe, salvando-os, auguram André e. Teodósio, Cláudia Jardim, José Maria Vieira Mendes e Pedro Penim.
1 a 18 de novembro, na Sala Garrett

Moi, Corinne Dadat
De Mohamed El Khatib e a partir do seu encontro com Corinne Dadat, uma empregada doméstica, um “poema cénico” a equilibrar-se entre o ficcionado e o documental. “Moi, Corinne Dadat” surge, segundo o criador e encenador francês, como um retrato de uma mulher invisível, a construir-se a dois corpos e duas vozes. De Corinne, e da bailarina Élodie Guezou, para um testemunho sobre o mundo operário ao mesmo tempo que da família e da esfera doméstica. A apresentação de “Moi, Corinne Dadat” segue-se no D. Maria II “C’est la vie”, uma performance-documentário também da autoria de El Khatib.
30 de novembro a 1 de dezembro, na Sala Garrett

Maioria Absoluta
Estamos em Portugal, novidade é apenas o ano, 1987. O ano em que Cavaco Silva chega a primeiro-ministro com maioria absoluta, o ano da entrada do país numa nova era: a da estabilização da qualidade de vida de uma classe média por fim europeia. Caminho aberto para Lisboa Capital da Cultura 1994, depois a Expo-98. Cavaco a alcatroar o país, a inaugurar universidades (privadas, claro). E a partir daqui se desenvolve “Maioria Absoluta”, terceiro espetáculo da “Trilogia da Juventude” (depois de “O grande tratado de encenação” e “A tecedeira que lia Zola”) que o Teatro Experimental do Porto leva durante o mês de outubro à Sala Estúdio do D. Maria II.
25 a 28 de outubro, na Sala Estúdio

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