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Saber poupar nas compras pode pagar-lhe as férias

Saber poupar nas compras pode pagar-lhe as férias

Shutterstock Sofia Martins Santos 27/06/2018 15:28

Análise mostra que o valor máximo de poupança cabe a Faro e Lisboa, distritos onde por más escolhas se podem desperdiçar quase 620 euros

Existem vários motivos para querer ler as conclusões deste estudo, mas destacamos um: não há quem não goste da ideia de conseguir trazer para casa mais por menos quando o assunto é encher o frigorífico, os armários e a despensa. Imagine dois perfis de consumidor. Num cenário está quem gasta 150 euros por mês em supermercado e no outro quem vai até aos 400. Foi o que a “Deco Proteste” fez e chegou à conclusão de que são os que mais gastam que mais poupam.

“Fizemos os cálculos para dois carrinhos de compras, porque as famílias não são todas iguais, seja em tamanho, seja em apetite. De um lado, quem gasta 150 euros por mês. De outro, quem vai até aos 400 euros. Estes números estão em linha com um inquérito online que realizámos em abril passado junto de 1815 associados, meio por meio entre homens e mulheres. Seis em cada dez inquiridos dizem deixar cerca de 100 a 300 euros por mês no supermercado.”

De acordo com esta análise realizada pela associação, o valor máximo de poupança pode ser conseguido em Santarém, “onde se podem fazer bons negócios”. E a verdade é que Santarém segue a tendência do Interior Centro. Para se conseguir chegar aos dados finais foram analisadas quase 600 lojas em 70 concelhos. De acordo com a avaliação da Deco, é o Jumbo que pratica os preços mais baratos, sobretudo em toda a zona centro do país. Seguem-se o Continente e o Pingo Doce. Intermarché, Minipreço e Lidl são os mais caros.

Mas como se chega aqui? Foram selecionados 142 produtos, segundo as tendências de consumo em Portugal. “Mais de um terço deste cabaz (38%) corresponde a marcas próprias de gama média de cada loja, e os restantes 62% são preenchidos com marcas de fabricante.” A associação ressalva que não foram considerados descontos em cartão nem promoções que obrigassem à aquisição de produtos. Olhando por zonas, pode dizer--se, por exemplo, que o valor máximo de poupança cabe a Faro e a Lisboa, distritos onde é possível desperdiçar quase 620 euros no carrinho com o consumo mais elevado. Basta escolher a loja errada.

Com tudo a caber neste carrinho, há lugar para frescos, congelados, mercearia e produtos de higiene pessoal e do lar. Ora, entre outras conclusões, pode dizer-se que os portugueses continuam a procurar cada vez mais as marcas brancas, “na mira de uma interessante relação entre a qualidade e o preço”.

Esta é, aliás, uma realidade que tem vindo a ganhar cada vez mais peso. Há uns anos havia uma grande percentagem de consumidores que ainda associavam os alimentos de marca branca a uma pior qualidade, menor eficiência e menos sabor. Mas o tempo encarregou--se de mostrar que “primeiro estranha-se, depois entranha-se”.

Será que existe mesmo alguma diferença entre estes produtos e os restantes? Existem apenas duas diferenças entre produtos: as marcas brancas tendem a ser bastante mais baratas e os produtos de marca apostam mais no marketing, tornando as embalagens mais apelativas. E os portugueses já perceberam.

Um estudo da Nielsen evidencia que, em pouco tempo, as marcas brancas alcançaram uma fatia de 34,5% do talão de compras dos portugueses, com uma tendência de crescimento. Entre os produtos que mais fizeram crescer esta percentagem estavam os de higiene pessoal.

No entanto, também tem sido verdade que algumas marcas estão a conseguir combater esta trajetória ascendente através de promoções. No ano passado, por esta altura, os produtos em promoção representavam quase 50% das vendas. Os clientes continuavam a querer encontrar bens com a melhor relação qualidade-preço, pondo em segundo plano as marcas brancas sempre que encontram uma boa promoção. De acordo com a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição, “as promoções são uma exigência do consumidor e acabam por funcionar como uma alavanca muito importante para a geração de vendas, e não há dúvida nenhuma de que os portugueses se habituaram a comprar em promoção, gostam de promoções, o que implica que os retalhistas construam a oferta com base em promoções”.

 

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