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Sabia que múmias Incas conseguiram ajudar Paolo Guerrero a jogar no Mundial?

Sabia que múmias Incas conseguiram ajudar Paolo Guerrero a jogar no Mundial?

AFP Jornal i 27/06/2018 13:30

“As múmias conseguem falar connosco, do passado"

Todos os jogadores são submetidos a testes médicos e um deles é para ver se consomem cocaína. Este ano não foi excepção, e acontece que o resultado foi positivo para o jogador da seleção peruana, Paolo Guerrero, e isto quase o impediu de jogar no Mundial 2018. Mas houve uma surpresa no meio de tudo isto: uma equipa de cientistas decidiu intervir e, na base dos seus argumentos, estão múmias Incas, refere a National Geographic.

Nos testes médicos, feitos em outubro, foram encontrados vestígios de um metabólito da cocaína – Benzoilecgonina - na circulação de Guerrero. Por esta mesma razão, a FIFA ia banir o jogador durante um ano do mundo do futebol, o que implicaria que Guerrero ficasse afastado do Mundial.

O jogador, depois de saber da decisão da FIFA, afirmou que tal opção era injusta, tendo do seu lado bioquímicos e múmias Incas com 500 anos. Guerrero diz que quando estava com gripe terá pedido um chá e, por lapso, há a possibilidade de lhe terem servido chá de cocaína, sem que este soubesse, pois o açúcar e outras especiarias, faz com que o sabor da cocaína fique difícil de detetar, confessou o jogador à FIFA.

O consumo deste tipo de chá é normal na Bolívia, Peru, Chile Equador e Colômbia e é uma planta sagrada para os Incas. “As múmias conseguem falar connosco, do passado”, afirma o explorador que liderou a equipa de investigação à Montanha Andean (Argentina), Johan Reinhard.

Foram encontradas três múmias e uma delas era de uma rapariga adolescente, que terá sido posta no topo da montanha como sacrifício aos deuses, em 1999. Todas elas se encontravam preservadas em gelo devido às condições climatéricas, o que faz com que a ação das bactérias na decomposição seja lenta e o material genético muito bem preservado, segundo o artigo. Na múmia da adolescente, os investigadores encontraram vestígios de folhas de cocaína nos seus lábios.

Esta semelhança com a múmia ajudou no caso de Guerrero. Entretanto, um arqueólogo da Universidade do Sul da Flórida do Instituto de Estudos Avançados da Cultura e Ambiente, Charles Stanish, decidiu ajudar também o jogador. Segundo o mesmo artigo, Stanish confessou que o seu papel era provar que uma pessoa conseguia ser testada como positiva sem consumir esta droga.  

Depois de vários dias a ser julgado, Guerrero foi considerado inocente e a FIFA permitiu que este jogasse no Mundial.

 

 

 

 

 

 

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