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Infarmed. Trabalhadores propõem criação de polo no Porto

Infarmed. Trabalhadores propõem criação de polo no Porto

Raquel Wise Jornal i 26/06/2018 20:20

Comissão de Trabalhadores diz que governo deve tomar uma decisão rápida, lembrando a "agonia" que os trabalhadores estão a viver no Infarmed.

A Comissão de Trabalhadores (CT) do Infarmed propôs a criação de um polo no Porto, como alternativa à eventual deslocalização da entidade para a Invicta. Propôs ainda um investimento na sede de Lisboa para fortalecer os recursos humanos.

Na segunda-feira, o Jornal de Notícias noticiou que a deslocalização da entidade para o Porto implica um investimento de 17 milhões de euros, que ao fim de 15 anos pode originar um lucro de 8,5 milhões de euros. Esta terça-feira, Bruno Cordeiro, da CT, disse em conferência de imprensa que “com um terço desse valor podia apostar-se na contratação, na formação de pessoas”. "Em Março do ano passado houve uma proposta do Infarmed para o transformar em entidade reguladora e a pensar no Brexit. Um terço dos 17 milhões era o valor apontado como necessário para aumentar a resposta a nível internacional mas também a garantia de segurança na saúde pública com medicamentos e dispositivos médicos”, acrescentou.

A ideia de criar um polo no Porto, mantendo a sede do Infarmed em Lisboa terá partido do conselho diretivo e agora a CT faz a mesma alusão: “Poderá ter uma unidade de inspecção para fiscalização do mercado, criar uma extensão da direcção de risco dos medicamentos para haver melhor monitorização das unidades de farmacovigilância, a criação de um data center para melhorar a performance das bases de dados. A criação deste pólo do Porto pressupõe o recrutamento de novos recursos humanos”, explicou Bruno Cordeiro.

No entanto, Rui Spínola, presidente do CT, advertiu que a “decisão terá de ser rápida”, lembrando a “agonia” que se vive no Infarmed.

O presidente alertou ainda que se a entidade passasse para a Invicta, “haveria ruptura de medicamentos e dispositivos médicos, aumento despesa dos utentes, atrasos na aprovação, disrupção na supervisão do mercado, perda de competitividade no contexto internacional e de capacidade de assegurar protocolos de cooperação internacional”.

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