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O retrato Sinisa Mihajlovic: nacionalista, machista e temperamental

O retrato Sinisa Mihajlovic: nacionalista, machista e temperamental

Shutterstock André Vinagre 19/06/2018 11:20

Sinisa Mihajlovic promete mais polémica em Alvalade

Futebol à parte, Mihajlovic é visto como ultra-nacionalista, fascista, machista e uito temperamental.

O sérvio de 49 anos demonstrou a sua faceta nacionalista ainda enquanto jogador: “Se nacionalista significa patriota, se isso significa amar a minha terra e a minha nação, sim, eu sou”. Num perfil publicado no The Guardian sobre Mihajlovic, o jornal conta que quando jogava no Estrela Vermelha da Sérvia, foi Slobodan Milosevic, líder sérvio nos anos 90 condenado por crimes de guerra, a elogiar Mihajlovic: “Sinisa, se todos os sérvios fossem como tu, haveria menos problemas nesta terra”.

No ano 2000, Mihajlovic jogou pela Lazio frente ao Arsenal e o sérvio passou a partida a chamar nomes racistas ao francês “fucking black monkey” (que em português se traduz para qualquer coisa como “macaco preto de m…”).

Já em 2017, quando treinava o Torino, Mihajlovic comentou a polémica dos adeptos da Lazio que exibiram imagens de Anne Frank em camisolas da Roma, fazendo uma provocação anti-semita aos rivais. O treinador que está agora em Alvalade comentou: “Anne rank? Não sei quem era”.

Não só de fascismo e xenofobia se faz a carreira do novo treinador do Sporting. Há também episódios de machismo e o mais polémico envolveu a mulher de um dos seus antigos jogadores no AC Milan. Melissa Satta, namorada de Kevin Prince Boateng, disse numa entrevista após o técnico sair do Milan que o ambiente no balneário tinha ficado mais tranquilo. Mihajlovic não perdeu tempo na resposta: “As mulheres não deviam falar sobre futebol, não estão preparadas para isso”.

Profissionalmente, o sérvio fez carreira como treinador e jogador em Itália. Como técnico, Mihajlovic começou no Inter de Milão, como adjunto de Roberto Mancini nos “nerazzurri”, na época de 2006/07.

A “solo”, o sérvio deu os primeiros passos no Bolonha, onde esteve na época de 2008/09, passou ainda pelo Catania e Fiorentina antes de assumir o comando da seleção do seu país.

Em 2013, assumiu o comando da Sampdoria e em 2015 foi para o AC Milan, onde ficou apenas uma época. Em 2016 liderou o Torino, tendo sido despedido em janeiro. Está, desde então, sem clube.

Enquanto jogador, Mihajlovic ficou conhecido pelo seu pé esquerdo, principalmente com os seus livres diretos letais. Começou pelo Vojvodina e Estrela Vermelha e, já em Itália, fez carreira na Roma, Sampdoria, Lazio e Inter.

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