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Algarve. Cem pessoas marcharam pela EN125 para exigirem obras

Algarve. Cem pessoas marcharam pela EN125 para exigirem obras

Ricardo Cabral Fernandes 10/06/2018 21:07

A EN125 foi alvo de obras, mas o presidente de Castro Marim afirma que foram de "fachada"

Cerca de cem pessoas exigiram ontem a reparação da Estrada Nacional 125, no Algarve. Convacado pelo Movimento da Cidadania dos Utentes da EN25-Sotavento, o protesto partiu da rotunda de Vila Nova de Cacela, em Vila Real de Santo António, com os manifestantes, vestidos de negro em sinal de luto, a percorrerem cinco quilómetros da estrada a pé e de bicicleta. 

A marcharem ao lado dos manifestantes encontravam-se Conceição Cabrita, presidente da Câmara de Vila Real de Santo António, e Francisco Amaral, presidente da Câmara de Castro Marim. 

“Venho mostrar a minha indignação por esta situação, tenho 85 anos e nunca vi a estrada 125 desta forma, era mais estreita na faixa de rodagem, mas estava cuidada, as bermas estavam cuidadas e isso é que é realmente uma vergonha. Sinto-me envergonhado de pertencer a um país onde isto acontece”, disse Pereira de Campos, um dos manifestantes, em declarações à agência Lusa. Francisco Amaral compreende o sentimento de “vergonha”, afirmando que “revela bem o sentir desta população”. O presidente de câmara realçou ainda a paciência da população por “ao longo dos anos” ter suportado o “agravamento da EN125, que se aproxima muito de estradas do terceiro mundo, numa Europa que se quer civilizada e evoluída”.

A estrada foi, nos últimos anos, alvo de obras, mas o líder camarário considerou que são obras de “fachada” para “calar a boca” a quem denuncie o seu estado.

Questionado sobre se a participação dos algarvios esteve à altura das expectativas do Movimento, Hugo Penas realçou a importância da manifestação para se “assinalar a posição”, algo mais importante do que estarem “70, 80, 90 ou 100 pessoas”. “O sotavento é uma região onde se faz a entrada via terrestre do turismo [desde Espanha], onde há excelentes praias, unidades hoteleiras, restauração, uma agricultura emergente, e depois somos esquecidos e damos estas acessibilidades às pessoas, às residentes e às que nos visitam”, disse à Lusa.

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