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São produzidas mais 400 milhões de toneladas de plástico por ano. Só 9% é reciclado

São produzidas mais 400 milhões de toneladas de plástico por ano. Só 9% é reciclado

Shutterstock Jornal i 05/06/2018 15:05

Relatório foi apresentado pela ONU esta terça-feira

A ONU deixou esta terça-feira um alerta: mais de 400 milhões de toneladas de plástico são produzidas anualmente em todos o mundo. No entanto, apenas 9% dos resíduos são reciclados.

Esta é uma das conclusões do estudo 'O uso único de plástico', apresentado esta terça-feira pela ONU, a propósito do Dia Mundial do Ambiente.

A investigação mostra ainda que 79% dos resíduos são depositados em aterros ou abandonados no meio ambiente. 12% são incinerados. O estudo mostra ainda que, todos os anos, cerca de 13 milhões de sacos de plástico vão parar aos oceanos. "Se os padrões de consumo e gestão de resíduos continuarem, até 2050 haverá cerca de 12.000 milhões de sacos de plástico em aterros e no meio ambiente", refere o relatório, que tem como base casos de 60 países.

O estudo estima que sejam usados cinco biliões de sacos de plástico por ano em todo o mundo – isso significa que são utilizados quase 10 milhões por minuto.

A partir dos dados recolhidos, a ONU elaborou uma lista de recomendações dirigidas aos líderes mundiais e legisladores. Entre elas estão formas de fazer uma melhor gestão de resíduos, a promoção de alternativas ecológicas e a proibição do uso de plástico em determinadas situações.

Esta semana, o governo português anunciou que está a preparar medidas para reduzir o consumo e recurso a sacos ou a embalagens de plástico, que podem passar por incentivos fiscais ou a aplicação de taxas.

O anúncio foi feito pelo secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, que, em entrevista à agência Lusa, disse que pretende mudar o comportamento dos consumidores.

A medida será aplicada no próximo ano sendo que os possíveis incentivos fiscais serão para as empresas que têm atividade relacionada com o consumo de plástico, para que recorram a materiais mais sustentáveis. Já as taxas serão aplicadas aos consumidores. Ambas as medidas estarão previstas no Orçamento do Estado para 2019.

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