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OPA à EDP já está registada mas mantém preço

OPA à EDP já está registada mas mantém preço

José Sérgio Sónia Peres Pinto 01/06/2018 17:44

A China Three Gorges já entregou o pedido de registo da OPA sobre a EDP e EDP Renováveis na CMVM

A China Three Gorges já registou a oferta pública de aquisição (OPA) sobre a EDP e a EDP Renováveis na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), mas mantém o preço oferecido.

Os investidores oferecem  3,26 euros por cada ação da elétrica, enquanto na EDP Renováveis, a contrapartida está nos 7,33 euros. Um valor que já foi considerado pela administração de António Mexia baixo ao defender que "não reflete adequadamente o valor da EDP". As administrações das empresas têm agora 8 dias para reagir. 

A CTG, que já detém 23,27% do capital social da EDP, pretende manter a empresa com sede em Portugal e oferece uma contrapartida de 3,26 euros por cada ação, o que representa um prémio de 4,82% face ao valor de mercado e avalia a empresa em cerca de 11,9 mil milhões de euros.

No entanto, o sucesso da OPA não depende só do preço. Também os reguladores têm uma palavra a dizer e essas autorizações não se limitam apenas a Portugal, já que as entidades estrangeiras também têm de se pronunciar. O texto do anúncio preliminar indica 16 entidades diferentes.

As primeiras a serem mencionada são a Autoridade da Concorrência e a Comissão Europeia. A oferta só avança com “uma decisão da Autoridade da Concorrência ou da Comissão Europeia declarando a compatibilidade da transação com a Lei da Concorrência ou com o Regulamento das Concentrações Comunitárias”. Também o Departamento de Concorrência Federal do Canadá tem uma palavra a dizer. 

A presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) já revelou, no nês passado, no parlamento que o regulador está a acompanhar a OPA da China Three Gorges à EDP, mas que só se vai pronunciar numa fase posterior.

“A ERSE só terá de se pronunciar num momento posterior. É evidente que acompanhamos o que está a acontecer”, explicou Cristina Portugal, durante uma audição parlamentar na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas.

Segundo a responsável, ainda “não é o momento” de o regulador energético se manifestar, tendo em conta que a Oferta Pública de Aquisição (OPA) ainda não se concretizou. “Não sei se a OPA se concretizará ou não. Não está registada. Provavelmente, é uma coisa que sucederá daqui a mais algum tempo. Por agora, não é o momento da ERSE se pronunciar”, afirmou.

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