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The Sweet Art Museum. O museu para “experienciar, fotografar e partilhar”

The Sweet Art Museum. O museu para “experienciar, fotografar e partilhar”

Mafalda Gomes Beatriz Martinho 01/06/2018 10:24

Com o mote “Diz sim à felicidade”, o museu dos doces abriu ontem em Lisboa e o i foi conhecer o espaço

Para muitos, os doces e a felicidade andam de mãos dadas e o The Sweet Art Museum, que abriu ontem portas em Lisboa, vem provar isso mesmo. Com o mote “Diz sim à felicidade”, o museu promete fazer as delícias de quem não resiste a gomas, gelados, chupas ou rebuçados. Um local para comemorar o Dia Mundial da Criança, mas não só. 
Uma das atrações principais deste espaço é a “Splash Mallow Pool”, uma piscina cheia de marshmallows (falsos) onde é possível mergulhar. Estes não se podem comer, mas depois de nadar e flutuar no meio dos doces, recebe à saída da sala um cone com marshmallows verdadeiros para degustar.

Ao todo são oito salas temáticas, distribuídas por 600 metros quadrados. A segunda, denominada “Ice Cream Land”, é dedicada ao universo dos gelados. Aqui é possível provar uma bola de gelado de ovos moles, 100% artesanal. O sabor esteve sujeito a uma votação online. As opções eram pastel de nata ou ovos moles, porque “queríamos trazer a tradição portuguesa”, explica Carla Santos, uma das fundadoras do The Sweet Art Museum. Acabou por ganhar o doce típico da região de Aveiro com 53% dos votos.

Apesar de Carla Santos afirmar que este novo espaço não se trata de “um museu de doces, mas sim de um museu doce”, a fundadora do projeto admite que “estarmos aqui num espaço destes e não oferecermos qualquer coisa às pessoas era impensável”. 

Na sala do “Gummy game” há peças gigantes de xadrez em forma de gomas de ursinhos, mas calma, que estes não dão para comer. Os que são próprios para consumo são oferecidos à saída desta sala. Aqui está disponível também um jogo de realidade virtual “onde as pessoas vão ter de fugir de gomas”, adianta outro dos fundadores, Hugo Silva. 
O projeto contou com a ajuda de uma artista convidada, Maria Imaginário, que criou uma das salas, a “Lucky Fruit”. “A Maria identifica-se muito com o nosso conceito”, refere a responsável. O tema das frutas foi o escolhido porque “a fruta é o nosso primeiro doce, portanto, tinha de estar presente”, diz.

Ao longo da visita pode passar ainda pela “Happy Hall”, onde pode ler-se a definição de “feliz” numa das paredes, pela “Candy Wash Room”, o reino dos chupas gigantes e perfumados, pela “Pop Circus”, que tem um carrossel de doces, e pela “Sweet Dreams”, destinada ao mundo imaginário dos sonhos. 

O local escolhido para receber o The Sweet Art Museum não podia ter um nome mais sugestivo: a Rua do Açúcar, em Marvila. “Quisemos vir para esta zona para ficarmos junto à Rua do Açúcar. Costumo dizer que foi uma feliz coincidência mas, na realidade, queríamos vir para uma zona que tivesse alguma coisa a ver com o nome”, explica.

Instagram-friendly O novo museu segue as atuais tendências das redes sociais e, por isso, apela à partilha de fotografias e vídeos com os hashtags #TheSweetArtMuseum, #SayYesToHappiness, #TheSAM e #visitlisbon. “Somos um conceito 100% Instagram-friendly. Todo o nosso espaço foi idealizado para ser fotografado. Todas as salas estão pensadas ao pormenor, porque queremos que as pessoas tirem o maior número de fotos possível e partilhem com os nossos hashtags. Queremos mesmo tornar Lisboa uma cidade mais doce e feliz. Todas as salas foram pensadas com esse objetivo”, explica Carla Santos. 

A vertente tecnológica e digital foi uma das apostas do projeto, que conta com uma aplicação móvel e ferramentas de realidade aumentada. “Temos uma app que, para além de ter georreferenciação, tem também disponíveis fotografias 360 do espaço. Além disso, temos a ferramenta de realidade aumentada. Para quem quer saber mais sobre as salas, é com ela que vai saber. Apontando para a parede com o telemóvel, graças à realidade aumentada, consegue ver vídeo sobre o tema da sala”, conta a fundadora do projeto.

Carla Santos refere que muitas vezes lhe perguntam quanto tempo demora a visita, mas afirma que não consegue responder a essa pergunta porque “isso depende do público e das fotografias que pretende tirar”. “Não somos um museu tradicional. Somos mesmo um museu das novas gerações e um museu da geração que quer experienciar, fotografar e partilhar”, explica.

Para Hugo Silva, “quem sair daqui no mínimo com 100 fotos gostou do museu. Essa é a bitola”, brinca. 

“Diz sim à felicidade” A mentora do projeto Carla Santos salienta que todo o conceito gira à volta da felicidade e de tornar as pessoas mais felizes. Por isso mesmo, o lema escolhido para o The Sweet Art Museum foi “Diz sim à felicidade”. “Quando começámos a pensar em todo o conceito criativo e como queríamos fazer, achámos que, como todas as salas são muito divertidas, coloridas e nos fazem sentir bem, esse era o mote ideal. É aquela coisa: ‘eu entro e vou ficar feliz’. Não tem como não. É impossível entrarmos aqui, mesmo que estejamos chateados, e não ficarmos a sorrir. Ainda no outro dia tivemos aqui uma visita e foi muito engraçado. Uma senhora disse-me: ‘Eu acordei às seis da manhã e estava com uma neura, mas entrei aqui e estou superfeliz. Isto é mesmo muito giro.’ E é isso que queremos despertar. É felicidade, é termos um espaço onde entramos e nos sentimos bem. Não há problemas, não há confusão. Fica tudo lá fora, porque cá dentro é só felicidade”, conta.

Projeto pop-up O museu abriu ontem ao público e fecha a 31 de agosto. Trata-se de um projeto pop-up que apenas estará na capital durante três meses. O objetivo é alargar o projeto a outras cidades mas, para Carla Santos, foi importante começar por Lisboa. “Nós somos portugueses, portanto, quando percebemos que não havia nada assim na Europa, era impensável não vir para o nosso país e não escolher a nossa cidade de Lisboa, que é lindíssima e também está cheia de turismo. Claro que queremos que este seja o primeiro de muitos Sweet Art Museums, e depois queremos ir para outras cidades cá ou mesmo para Londres, Madrid, Barcelona, onde não existe o conceito”, explica. 

Contudo, a fundadora do projeto refere que nenhuma das edições será igual. “Quando abrir noutro local será com coisas diferentes. Aqui convidámos uma artista portuguesa, de Lisboa, porque também queríamos reforçar a nossa cultura. Mas se formos para o Porto, será um artista do Porto. Se formos para Londres, será um artista de Londres. Vamos ter essa preocupação de, em cada cidade ou em cada país, irmos buscar um artista para criar uma sala”, afirma Carla Santos.

Vertente solidária Por cada bilhete vendido, um euro reverte para a associação Terra dos Sonhos. “Temos uma assinatura que é ‘Diz sim à felicidade’, e era impensável ter esta assinatura e não fazer feliz alguém que precise. Uma das nossas iniciativas foi logo essa. Além disso, às terceiras terças-feiras de cada mês vamos estar abertos para instituições solidárias que se inscrevam. Já estão abertas as inscrições e já temos um dia completamente cheio – isto feito de forma gratuita. Acho que isso é muito importante e a nós faz--nos sentir muito felizes podermos estar a contribuir para pessoas que, se calhar, não tinham outra oportunidade de vir a este universo”, refere Carla Santos.

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