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Administrador da Santa Casa sai em discordância com entrada no Montepio

Administrador da Santa Casa sai em discordância com entrada no Montepio

Miguel Silva Sebastião Bugalho 03/05/2018 18:37

Ricardo Alves Gomes enviou uma carta de demissão ao ministro Vieira da Silva. Segunda-feira foi o seu último dia. Martinho deverá acumular pelouro

Ricardo Alves Gomes já não participará hoje na reunião da mesa (administração) da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. 

O membro da administração da instituição como vogal para os recursos humanos foi exonerado no início desta semana, tendo sido a passada segunda-feira o seu último dia em funções.

Alves Gomes, que chegou à Santa Casa no primeiro mandato de Pedro Santana Lopes, pediu, ao que o i apurou, para sair devido a divergências face à entrada da instituição no Montepio. 

O jurista endereçou, nesse sentido e sabe o i, uma carta ao ministro do Trabalho e da Segurança Social, Vieira da Silva, que tem a tutela respetiva, para o exonerar das suas funções na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. 

O atual provedor, Edmundo Martinho, que sucedeu a Santana Lopes no ano passado, deverá acumular funções, herdando agora também o pelouro deixado vago por Alves Gomes.

“Informo vossa Excelência que tive oportunidade de expor pessoalmente ao sr. provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa [Edmundo Martinho] as razões do presente pedido de exoneração. Em suma, prendem-se com o meu dever de lealdade à instituição porquanto entendo não ser razoável permanecer no exercício de funções sem estar em condições de assegurar votar favoravelmente – e fazer cumprir – algumas das opções estratégicas e operacionais que se colocam à Santa Casa atualmente”, reza a carta enviada ao ministro Vieira da Silva e a que o i teve acesso. 

Dentro desse quadro de opções estratégicas que Alves Gomes não votaria favoravelmente – e a Santa Casa tem tradição tácita de apresentar unanimidade em todas as votações da sua administração [a dita mesa] – encontrar-se-á a entrada da instituição no Montepio Geral. 

O pedido de exoneração já foi aceite pelo ministro. E Alves Gomes cessou funções na referida segunda-feira, dia 30 do mês passado. 

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