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EUA. Mike Pompeo defende sanções e unidade do golfo contra o Irão

EUA. Mike Pompeo defende sanções e unidade do golfo contra o Irão

António Rodrigues 30/04/2018 08:20

O secretário de Estado disse aos sauditas que os EUA denunciarão o acordo com o irão se não for melhorado

O novo secretário de Estado de Donald Trump, o ex-diretor da CIA Mike Pompeo, não podia ser mais explícito nas suas prioridades ao escolher a Arábia Saudita como primeira etapa da sua visita ao Médio Oriente e ao pedir novas sanções contra o Irão. “Estamos a exortar as nações de todo o mundo a imporem sanções a qualquer indivíduo e entidade associados com o programa de mísseis do Irão”, disse aos jornalistas Brian Hook, conselheiro político de Pompeo.

Dois dias depois de ter assumido o posto, Pompeo chegou no sábado a Riade para uma visita à região que inclui paragens em Israel e na Jordânia. “Os mísseis iranianos prolongam a guerra e o sofrimento no Médio Oriente, ameaçam a nossa segurança e os nossos interesses económicos e, de forma mais acentuada, ameaçam a Arábia Saudita e Israel”, acrescentou Hook.

O presidente dos Estados Unidos vai decidir no dia 12 se prolonga a moratória às sanções ao Irão, tal como consta do acordo sobre o programa nuclear iraniano, ou se resolve denunciar o acordo (que Trump considera “o pior negócio de sempre”) e voltar a impor sanções ao regime iraniano. Rússia, China, Alemanha, Reino Unido e França, os outros signatários do acordo, consideram-no essencial para impedir que o Irão consiga desenvolver armas nucleares.

Na sexta-feira, Pompeo garantiu, em conferência de imprensa, que Trump ainda não decidiu o que irá fazer no dia 12: “Ainda não há decisão, por isso a equipa está a trabalhar e imagino que iremos ter imensas conversas para conseguir aquilo que o presidente já afirmou de forma clara.”

Ontem, em Riade, numa conferência de imprensa conjunta com o ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Adel al-Jubeir, Pompeo assegurou aos sauditas que os EUA denunciarão o acordo com o Irão - caso as conversações com os parceiros europeus não levem à melhoria do acordo, de modo a assegurar que o Irão nunca terá armas nucleares - e pediu que os países do Golfo se unam contra Teerão: “A unidade do Golfo é necessária e temos de alcançá-la”, afirmou num discurso. “O Irão desestabiliza toda esta região. Apoia milícias e grupos terroristas. Fornece armas aos rebeldes houthis no Iémen. Tal como apoia o regime assassino de Assad [na Síria].”

Futuro do irão

Ontem, em Teerão, o presidente iraniano, Hassan Rouhani, falou numa “conspiração de inimigos” que “está a provocar desapontamento em relação ao futuro da nação”. “Há um homem de boca suja nos EUA que está sempre a falar mal do Irão e que no ano passado afirmou que a República Islâmica do Irão não veria o 40.o aniversário da vitória da revolução islâmica, mas hoje marcámos o 40.o aniversário da revolução e celebraremos o 41.o aniversário da vitória da revolução islâmica de uma forma mais gloriosa do que nunca para desapontar os nossos inimigos.”
 

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