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Reino Unido. Prisão perpétua por infetar amantes com o VIH de forma propositada

Reino Unido. Prisão perpétua por infetar amantes com o VIH de forma propositada

19/04/2018 14:58

Homem de 27 anos tinha relações sexuais com indivíduos que conhecia através de uma aplicação para encontros homossexuais

Um cabeleireiro britânico de 27 anos foi condenado a prisão perpétua, depois do tribunal de Brighton Crown dar como provado que infetou intencionalmente cinco homens (e tentou infetar mais cinco) com o vírus da SIDA (VIH). Daryll Rowe conhecia as vítimas através do Grindr, uma aplicação para encontros homossexuais, e torna-se assim o primeiro homem no Reino Unido a ser considerado culpado de intencionalmente tentar espalhar o vírus da SIDA.

"Com conhecimento completo do risco a que expôs as outras pessoas, o senhor embarcou em práticas sexuais de risco. O senhor embarcou numa campanha deliberada para infetar outros homens com o vírus VIH. Felizmente, para cinco dos homens que o senhor conheceu, não foi bem-sucedido”, disse a juíza Christine Henson, referindo-se aos crimes de Rowe como "uma determinada e odiosa campanha de violência silenciosa".

De acordo com o "The Independent", o acusado não esboçou qualquer emoção quando, esta quarta-feira, assistiu à leitura da sentença, onde estiveram presentes nove das suas dez vítimas - quase todas na casa dos 20 anos. Rowe foi condenado a uma pena sem termo, tendo de cumprir pelo menos 12 anos antes de poder pedir liberdade condicional.

Daryll Rowe foi diagnosticado com o VIH em abril de 2015, em Edinburgo. Depois disso, teve sexo com pelo menos oito dos homens que conheceu no Grindr entre outubro de 2015 e Fevereiro de 2016. Entretanto, e numa fase em que já se encontrava em fuga à justiça, ainda fez mais duas vítimas. De acordo com o tribunal, o homem recusou tratamento e os conselhos dos médicos para ter sempre sexo seguro: insistia em ter sexo desprotegido com as vítimas e, se estas recusavam, usava preservativos adulterados. Após a relação sexual, tornava-se agressivo e acabava por enviar uma mensagem no mínimo perturbadora a cada uma das vítimas: “Tenho VIH. LOL. Whoops!”

Já durante o julgamento, Rowe chegou a alegar que pensava estar curado, depois de adotar a prática de beber a própria urina como forma de tratamento e imunização, além de tomar medicamentos naturais (à base de orégãos, coco e folha de oliveira).

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