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Fenprof diz que encerraram nove escolas no primeiro dia de greve

Fenprof diz que encerraram nove escolas no primeiro dia de greve

Ana Petronilho 13/03/2018 17:11

A Fenprof diz que na região de Lisboa e Almada encerraram pelo menos nove escolas básicas e secundárias devido à greve dos professores, que protestam contra a intenção de o governo contabilizar apenas, para efeitos de progressão de carreira, dois anos e dez meses de um total de nove anos e quatro meses que os docentes viram o seu tempo de serviço congelado. 

O protesto que arrancou hoje, de forma faseada pelo país e que se vai prolongar durante a semana, registou uma adesão média entre os 60% ou 70%, diz em comunicado o sindicato que acredita que a adesão vai subir nos próximos dias. “Muitos professores, por constrangimentos que se colocaram neste primeiro dia, farão greve em outro ou outros dos próximos três”, lê-se na nota enviada aos jornalistas. São professores que não estão em “desacordo com os motivos da greve”  mas não adeiram hoje ao protesto porque “não conseguiram alterar a data de testes decisivos para os alunos ou anular visitas há muito programadas”, refere ainda a Fenprof.

Entre as escolas que se destacam “pela sua dimensão” e que encerraram estão, na região de Lisboa, a EB 2/3 Almeida Garrett, em Alfragide,  a EB 2/3 Manuel da Maia e a EB 2/3 Noronha Feio, ambas em Oeiras e, em Alcântara a EB 2/3 Francisco Arruda. Em Almada encerraram a Secundária Romeu Correia e a EB 2/3 de Alembrança.

No 1.º ciclo encerraram as EB de Santo António, em Lisboa, a EB Cesário Verde, em Caneças, a EB Campelos, em Torres Vedras ou a EB de Ereira no Cartaxo.

Este é o primeiro balanço da greve, sendo que nem a FNE e nem o Ministério da Educação divulgaram dados até ao momento.  

Esta é a segunda greve nacional de professores que o ministro Tiago Brandão Rodrigues enfrenta, desde que assumiu funções, sem que tenha sido declarado os serviços mínimos. A 21 Junho de 2017 os professores fizeram greve mas, nessa altura, foram decretados pelo Colégio Arbitral serviços mínimos para garantir a realização dos exames nacionais e das provas de aferição. 

Hoje foi o dia dos professores da região de Lisboa, Setúbal, Santarém e Madeira a paralisarem as aulas. Amanhã serão os da região centro (Coimbra, Viseu, Aveiro, Leiria, Guarda e Castelo Branco) e no dia 15 será a vez dos docentes do sul (Évora, Portalegre, Beja e Faro).

No último dia de greve, dia 16, serão os professores do norte (Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança) e dos Açores a paralisarem as aulas.

O protesto - convocado por dez estruturas sindicais de professores - avançou depois de falharem os sindicatos e o governo falharem um acordo na regra a aplicar para a contagem do tempo de serviço que esteve congelado, durante uma reunião agendada ontem à ultima hora pelo Executivo.

Os ministérios das Finanças e da Educação insitiram ontem na proposta que já tinham divulgado numa reunião negocial anterior, que apenas admite o descongelamento de dois anos e 10 meses de tempo de serviço aos docentes, que não desistem, por seu lado, de ver contabilizados os nove anos, quatro meses e dois dias congelados, para efeitos de progressão na carreira e de acerto salarial.

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