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FESTin. Uma volta ao cinema em português

FESTin. Uma volta ao cinema em português

DR Cláudia Sobral 28/02/2018 22:20

Com “Como Nossos Pais”, de Laíz Bodanzky (nas salas a partir de 15 de março) arrancou ontem o 9.º Festival Itinerante da Língua Portuguesa. Pretexto para, até 6 de março, passar pelo Cinema São Jorge, para um olhar sobre um conjunto dos mais recentes filmes em língua portuguesa. Como “Vazante”, de Daniela Thomas, “Mulher do Pai”, de Cristiane Oliveira, ou “Não Devore Meu Coração”, de Felipe Bragança

Não devore meu coração

Selecionado para os festivais de Sundance e de Berlim, o mais recente filme de Felipe Bragança viaja até à fronteira entre o Brasil e o Paraguai, para contar a história de Joca, um menino brasileiro de 13 anos, e de Basano La Tatuada, uma menina indígena paraguaia, divididos pelo Rio Apa. Apaixonado por Basano, Joca terá não só uma fronteira para transpor, mas também as violentas memórias da Guerra do Paraguai que assolou a região. Por perto estará sempre o seu irmão mais velho, Fernando (Cauã Reymond). Um misterioso motard envolvido com um perigoso gangue daquela região.  

Hoje, às 21h30, na Sala 3

Açúcar

No mais recente filme co-realizado por Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira, a história de Bethania, uma mulher que regressa às suas raízes, na terra onde um dia a sua família geriu um engenho de açúcar - o Engenho Wanderley. E entre memórias, criaturas fantásticas e trabalhadores em luta pelos seus direitos, Bethania há de dar por si a luta contra si própria, num tempo em que tanto passado como futuro parecem ameaçadores. “Açúcar” chega ao São Jorge, numa sessão com a presença dos dois realizadores, depois de ter estreado no Festival de Roterdão este ano. 

2 de março, às 21h30, na Sala Manoel de Oliveira

Mulher do pai

Depois da estreia internacional na secção Panorama da Berlinale e de premiada na Mostra do Rio, a primeira longa-metragem de Cristiane Oliveira chega a Lisboa com com esta história de Ruben e Nalu, um pai e uma filha que moram numa zona rural do Brasil, junto à fronteira com o Uruguai. Ao perceber que a filha de 16 anos já é uma mulher, uma estranha relação de proximidade começa a construir-se entre pai e filha. Relação ameaçada pelo ciúme com a chegada às suas vidas de Rosario, uma atraente uruguaia. A mulher do pai.

Hoje, às 21h30, na Sala Manoel de Oliveira

Aparição

Inspirado no livro homónimo da autoria de Vergílio Ferreira, “Aparição”, de Fernando Vendrell (“Pele”, “O Gotejar da Luz”, ou séries como “O Dia do Regicídio” e “Bocage”), é um dos filmes portugueses na competição de longas deste 9.º FESTin. Com chegada às salas a 22 de março, e a história que já se conhece. Na Évora da década de 1950, a história de Alberto, um jovem professor de liceu, que se deixará seduzir por Sofia, uma das filhas de um médico local. Entre o elenco,  Jaime Freitas, Victoria Guerra, João Cachola, Rita Martins, Dinis Gomes, Ricardo Aibéo, Teresa Madruga.

5 de março, às 21h30, na Sala 3

Uma vida sublime

De Luís Diogo, realizador natural da Guiné-Bissau que cresceu em Castelo Branco, “Uma Vida Sublime”. Protagonizado por Eric da Silva, Susie Filipe, Rui Oliveira e Paulo Caltatré, para a história de um médico, Doutor Ivan, que foi capaz de encontrar uma “cura radical” (duas curas, aliás) para a infelicidade. Façanha que consegue através de falsos diagnósticos de cancros terminais e pela eliminação temporária de um dos cinco sentidos dos pacientes. Resta saber se produzirão estas terapias os resultados pretendidos ou se terão efeitos secundários imprevisíveis.

4 de março, às 21h00, na Sala Manoel de Oliveira

Praça Paris

Coproduzido entre Portugal e o Brasil “Praça Paris”, da brasileira Lúcia Murat, tem como protagonista Joana de Verona, uma das convidadas especiais desta edição do FESTin. A atriz portuguesa é neste filme Camila, uma psicanalista portuguesa, Camila que chega ao Brasil para desenvolver uma investigação sobre violência, e conhece uma paciente do centro de terapia da universidade brasileira em que conduz o seu estudo, Glória. Uma mulher que trabalha no elevador da universidade e com uma história familiar e um passado de violência difíceis.

3 de março, às 21h30, na Sala Manoel de Oliveira

Redemoinho

Luzimar e Gildo são neste filme de José Luiz Villamarim dois grandes amigos de infância que se reencontram depois de muitos anos afastados, desde a infância que passaram juntos em Cataguases, no interior de Minas Gerais. Desde então, Luzimar nunca saiu de sua cidade, onde trabalha numa fábrica de tecelagem; Gildo mudou-se para São Paulo, onde construiu uma carreira de sucesso. Será na noite de Natal que os dois mergulharão nas memórias do passado para um perigoso ajuste de contas. Com Irandhir Santos e Júlio Andrade.

1 de março, às 21h30, na Sala Manoel de Oliveira

Vazante

Em Minas Gerais, no século XIX, António (Adriano de Carvalho) descobre que a sua mulher morreu durante o trabalho de parto quando regressa a casa depois de longa viagem a liderar uma tropa de escravos. Sozinho e isolado numa fazenda de terras que nada produzem, partirá à procura da salvação num novo casamento uma adolescente, Beatriz (Luana Nastas). Quando António regressa às suas expedições, em que negoceia escravos e gado, sozinha em casa, Beatriz encontra nos escravos sua companhia. Primeira exibição do filme em Portugal de Daniela Thomas, estreado no ano passado em Berlim.

4 de março, às 19h00, na Sala 3

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