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Queriam tornar-se “serial killers” e mataram jovem “por puro prazer”

Queriam tornar-se “serial killers” e mataram jovem “por puro prazer”

Jornal i 28/02/2018 18:16

Mulheres foram condenadas a prisão perpétua

Na Austrália, duas mulheres foram condenadas, esta quarta-feira, a prisão perpétua pelo homicídio de um jovem de 18 anos.

Jemma Lilley e Trudi Lenon de 26 e 44 anos, viviam numa zona suburbana da Austrália e pensaram num plano para cumprirem a fantasia de se tornarem assassinas em série. As duas mulheres mataram Aaron Pajich, um rapaz de 18 anos que foi diagnosticado com Síndrome de Asperger, e que pensava estar entre amigas quando foi morto na casa delas, em 2016.

No ano passado, as duas mulheres foram consideradas culpadas pelo homicídio do jovem e, esta quarta-feira, foram condenadas pelo Supremo Tribunal da Austrália Ocidental depois de o juiz ter considerado que o jovem foi morto por “puro prazer”.

Jemma Lilley via vários filmes de ‘serial killers’ quando era mais nova e imitava versões próprias, não escondendo a sua vontade de matar alguém, contou a um amigo, escreve a BBC.

Em 2016, conheceu Trudi Lenon que era um membro da comunidade sadomasoquista em Perth, Austrália.

Lenon acabou por ir morar com Lilley devido às dificuldades financeiras que estava a passar. Três semanas depois, começaram a trocar mensagens e recorriam a nomes de código para partilharem fantasias homicidas, que despoletaram num assassinato.

Segundo os procuradores, ligados ao caso, e citados pela BBC, as duas escreveram mensagens onde assumiam estar prontas para matar. “Sinto que não posso descansar enquanto não houver sangue e carne de uma vítima a escorrem no chão. Não me consigo desligar desta ideia de que o mundo não está pronto para mim mas precisa que eu esteja”, terá escrito Lilley.

Lenon identificou o jovem como sendo uma potencial vítima. As duas montaram um plano para se livrarem do corpo e não deixarem quaisquer vestígios que as ligassem ao homicídio. Em três dias diferentes compraram uma serra, lixívia, cimento, um lençol branco, acetona e uma barril de plástico. Antes da morte do jovem, compraram 100 litros de ácido clorídrico em diferentes lojas.

A 13 de junho de 2016, Lenon convidou Pajich para uma maratona de videojogos em sua casa. Quando chegou foi esfaqueado três vezes, duas no pescoço e uma no peito.

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