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McMorris. A história do sobrevivente dos Jogos Olímpicos

McMorris. A história do sobrevivente dos Jogos Olímpicos

Laura Ramires 13/02/2018 15:31

Onze meses depois de ter estado a lutar pela vida no hospital, o snowboarder canadiano venceu o bronze em Pyeongchang.

Conquistou há dois dias o bronze nos JO de Inverno mas há menos de um ano estava a lutar pela vida numa cama de hospital. A história de superação do snowboarder canadiano Mark McMorris está a correr mundo e não é difícil perceber os motivos. 

Em março de 2017, enquanto praticava nas montanhas de Whistler Backcountry, no Canadá, Mcmorris foi contra uma árvore, num acidente que o deixou em risco de vida. Na altura, foi transportado para o hospital com múltiplas fraturas: partiu o maxilar e um braço, teve uma lesão no baço e na pélvis, fraturou as costelas e o pulmão esquerdo colapsou. Acabou por ser operado por duas vezes com sucesso. Contudo, o sobrevivente, como é apelidado hoje em dia, precisou de largas semanas de recuperação.

“Eu tinha a certeza de que ia morrer”, dizia o atleta de 24 anos uma semana depois do grave acidente, mas com o passar do tempo o medo começou a ser outro. A possibilidade de nunca mais voltar a fazer snowboard começava a ganhar forma... até ao seu regresso em Pyeongchang2018, onde, 11 meses depois de estar internado, subiu ao último lugar do pódio. 

“Há quem morresse por ter uma medalha nos Jogos Olímpicos, eu quase morri”, afirmou McMorris, que havia alcançado o bronze nos Jogos de Inverno de Sochi, em 2014, além da prata no Mundial de 2013. “Foi uma jornada longa e difícil. Nos últimos dois anos praticamente não treinei. Antes de me partir todo, já tinha fraturado o fémur [em 2016, numa competição em Los Angeles]. Por isso, mais do que pela medalha, celebro por estar vivo e ainda poder desfrutar deste desporto”, confessou.

Apesar de se ter tornado por estes dias num dos nomes mais mediáticos dos Jogos da Coreia, McMorris não foi o único a dar que falar. Também na mesma prova, o norte-americano Redmond Gerard, de apenas 17 anos, é outra das estrelas desta edição dos JO que ainda agora arrancaram. 

Jovem promessa

Redmond Gerard foi o responsável pela primeira medalha de ouro dos EUA em Pyeongchang, após a vitória de slopestyle de snowboard, prova em que terminou com 87,16 pontos, à frente dos canadianos Max Parrot e Mark McMorris. Com o êxito, o jovem tornou-se no primeiro atleta nascido no século XXI a ganhar e é oficialmente o segundo mais jovem a conquistar um ouro em Jogos Olímpicos de Inverno. Aos 17 anos e 222 dias, Gerard é apenas ultrapassado pelo finlandês Toni Nieminen, que nos JO de Albertville, em 1992, com 16 anos e 261 dias, se sagrou campeão olímpico de saltos de esqui em grande trampolim. Depois do triunfo, Red, que tinha preferido ficar a dormir em vez de ir conhecer a pista onde ia competir, revelou: “só queria descer e divertir-me. Ainda não consigo acreditar no que fiz. As pessoas devem estar tão surpreendidas quanto eu!”.

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