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Menos escolas com médias negativas nos exames

Menos escolas com médias negativas nos exames

Shutterstock Ana Petronilho 03/02/2018 11:37

Este ano, tanto no básico como no secundário, há um menor número de escolas com menos médias negativas nos exames nacionais. Uma redução que se nota, sobretudo, nos resultados do 9.º ano, com uma queda de 228 escolas com média negativa. Professores e diretores dizem que este é resultado do trabalho dos professores.

Este ano há menos escolas com médias negativas nos exames, sobretudo no 9.º ano. Entre as 1052 escolas incluídas nos critérios definidos pelo b,i. há 321 escolas que tiveram uma média abaixo dos 50 valores (numa escala de 0 a 100) nos exames nacionais de Português e Matemática. São sobretudo as públicas que apresentam média negativa mas há menos 228 escolas que no ano passado preenchiam os mesmos critérios do ranking do b,i. e que registaram uma média negativa. 

Também no secundário há menos escolas com médias negativas nos exames nacionais. No entanto, a redução não é tão acentuada como no básico. Este ano, entre as 516 escolas consideradas há 127 com menos de dez valores (numa escala de 0 a 20 valores) face aos rankings do ano passado, quando havia 140 com este resultado. 

Para chegar a estes resultados o b,i. teve como base os resultados dos exames nacionais às 22 disciplinas no secundário e às duas disciplinas no básico, realizados pelos alunos internos (os que frequentam as aulas durante todo o ano letivo). 
Apesar da redução do número de escolas que apresentam médias negativas nos exames, as 321 escolas do básico representam 30% do universo de estabelecimentos analisados pelo b,i. Ou seja, em cada dez escolas há três que não ultrapassaram a média de 50 valores nos resultados dos exames de Português e Matemática do 9.º ano. No caso do secundário esta percentagem cai para 25% das 516 escolas analisadas. Mas, ainda assim, esta é uma tendência que tanto os professores como os diretores das escolas ouvidos pelo b,i. consideram como «positiva» afastando a ideia de facilitismo. Resulta, sim, «do trabalho dos professores» e de uma preocupação «nítida» com os alunos, aponta o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima. «Cada vez mais a escola pública preocupa-se com o seus alunos, quer aqueles que precisem de apoio mas, também com aqueles que têm elevadas capacidades de aprendizagem», reforça Filinto Lima.

Uma opinião partilhada pelo diretor da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP), Rodrigo Queiroz e Melo para quem «é bom para o país que o ensino publico esteja a melhorar» não vendo esta tendência como «preocupante» para os colégios tendo em conta que «a diferença de resultados [entre público e privado] ainda é muito grande». E olhando para a lista de escolas com médias negativas, há uma evidência que salta à vista: entre 127 escolas do secundário com menos de dez valores, apenas dez são privadas. No básico a diferença ainda é mais acentuada: entre as 321 escolas com média negativa, apenas sete são colégios. 

A redução de escolas com notas negativas nos exames acontece ainda num ano em que os alunos do 9.º ano subiram a nota média das provas nacionais a Português e Matemática, tendo subido dos 57% registados em 2016 para os 58%; ao passo que a média a Matemática subiu de 47 para 53%. Também no Secundário a média nos exames nacionais subiu na maioria das disciplinas e entre as que têm mais alunos inscritos – só na Física e Química os resultados pioraram. 

 

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