14/10/19
 
 
Vítor Rainho 02/02/2018
Vítor Rainho

vitor.rainho@newsplex.pt

O ridículo do fim das hospedeiras na Fórmula 1

A denúncia de atrizes de Hollywood que terão sido molestadas sexualmente por produtores e outros homens ligados ao meio fez todo o sentido nos casos em que houve agressões sexuais. Isto é: mulheres que foram violadas.

Ninguém pode pactuar com tais alarvidades ou selvajarias. Os culpados devem ser condenados pelos crimes que cometeram.

Posto isto, à boleia das verdadeiras vítimas surgiram centenas de relatos de casos caricatos que vão desde uma palmadinha no rabo a um agarrão, atitudes desprezíveis mas que não se podem comparar às violações. 

Pelo meio destruíram-se carreiras de figuras brilhantes como Kevin Spacey, por ter assediado colegas. Não li em lado algum que o ator violou alguém, mas é um facto que importunou vários. Algo que as vítimas poderiam ter denunciado na altura, além de apresentarem queixa judicial.

Perante a loucura que assolou o mundo depois das denúncias das verdadeiras vítimas de Hollywood, o politicamente correto tomou conta de vários setores da sociedade e ninguém parece querer ficar mal no filme. Salva-nos o grupo de atrizes e intelectuais francesas que fizeram um manifesto pelo direito à sedução, não deixando de condenar os violadores.

E os patetas de serviço parecem surgir de onde menos se espera. Então não é que os responsáveis da Fórmula 1 decidiram acabar com as hospedeiras que faziam publicidade às marcas e inundavam a pista da corrida de sensualidade e colorido? “Sentimos que esse costume não reflete os valores da nossa marca e está claramente em discordância com as normas da sociedade moderna”, disse o responsável do Circo, expressão usada para descrever a Fórmula 1.

Não se percebe é por que razão não defendeu o fim das corridas, já que o excesso de velocidade também está em clara discordância com as normas da sociedade. A patetice parece não ter fim. Resultado: centenas de empregos destruídos – muitas das modelos ganhavam outros trabalhos com a exposição – e um Circo bem mais pobre.

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