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Eleitores checos decidem entre alinhamento com Moscovo ou Bruxelas

Eleitores checos decidem entre alinhamento com Moscovo ou Bruxelas

AFP António Saraiva Lima 28/01/2018 13:31

Milos Zeman e Jiri Drahos conhecem este sábado o resultado das eleições presidenciais da República Checa, às quais se apresentaram com posturas bem antagónicas. 

A segunda volta das eleições presidenciais da República Checa arrancou ontem e arrastar-se-á até ao fim do dia de amanhã. Frente a frente estão o Presidente, Milos Zeman, e o antigo diretor da Academia de Ciências do país, Jiri Drahos, dois candidatos que desde o início da campanha apregoaram agendas totalmente incompatíveis, nomeadamente em matéria de política externa.

Zeman nunca escondeu a sua predileção pela Rússia, de Vladimir Putin. Defendeu, por exemplo, a revisão das sanções impostas a Moscovo pela anexação da região ucraniana da Crimeia e conta com o diretor executivo da filial checa da empresa de energia russa Lokoil na sua equipa de assessores, tendo já sido acusado pela oposição de favorecimentos diversos. Além disso, é uma das vozes mais críticas do país contra a imigração - particularmente a islâmica - e contra o sistema de distribuição de migrantes por quotas da UE.

Drahos, por outro lado, defende uma reaproximação de Praga ao eixo europeu e aos «países democráticos ocidentais» e não poupa críticas ao alinhamento com a Rússia, preconizado pelo seu adversário. «A postura seguida pelo Presidente Zeman em relação a Moscovo é inaceitável. A República Checa não deve olhar para o Leste, mas para o Ocidente. Os russos não querem uma Europa forte, unida e estável», referiu durante a campanha eleitoral, citado pelo Guardian.

O resultado das eleições é imprevisível. As sondagens divulgadas durante a semana que passou, apontam para uma diferença de 2 ou 3 percentuais entre os dois candidatos, mas não se entende para qual dos lados essa vantagem pende. Calcula-se ainda uma percentagem de 10% de indecisos, que poderão decidir o vencedor.

Presidente desde 2013, Zeman venceu a primeira volta, realizada a 12 e 13 de janeiro, e por pouco não atingiu a maioria necessária para ser eleito logo ali. O apoio declarado pelos sete derrotados ao segundo classificado da contenda, Drahos, colocou os dois finalistas numa posição muito próxima e diluiu o favoritismo que o atual detentor do cargo carregou durante várias semanas.

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