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Aplicação que roubou gygabites de informação com origem no Líbano

Aplicação que roubou gygabites de informação com origem no Líbano

Shutterstock Jornal i 19/01/2018 16:31

O sotware assemelhava-se ao Whatsapp e ao Signal

Uma empresa de segurança informática, a Lookout, descobriu que uma aplicação parecida com as aplicações Whatsapp e Signal, que permitem enviar mensagens encriptadas, roubou gygabites de informações aos seus utilizadores. Os utilizadores visados utilizam essencialmente o software operativo Android e incluem militares, ativistas, jornalistas e advogados

A empresa conseguiu rastrear a origem da aplicação até Beirute, Líbano, nomeadamente a um edíficio governamental utilizado pelo Diretório de Segurança Geral. Os investigadores da empresa chamaram a esta aplicação "Dark Caracal" por ter origem num Estado e por usar infraestruturas partilhadas com outros Estados. 

"Pessoas nos Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Líbano e França foram alvo do Dark Caracal. Os alvos incluem militares, ativistas, jornalistas e advogados e o tipo de dados roubados vai desde registos de chamadas até audio, documentos e fotos", disse a diretora da Lookout, Eva Galperin, à BBC. Para a responsável da empresa, esta aplicação insere-se numa "campanha global focada em dispositivos móveis", acrescentando ainda que o futuro da espionagem passa pelos telemóveis, que, hoje, estão repletos de informações de cariz profissional e pessoal. 

Perante esta falha de segurança, a Google reagiu afirmando que está confiante de que a aplicação em causa não foi descarregada pela Play Store, onde se encontram dezenas de milhar de aplicações dos mais vários tipos. 

Os investigadores da Lookout acreditam que a aplicação recolhia informações desde 2012. 

Aplicações encriptadas

As denúncias de Edward Snowden sobre o complexo de espionagem montado pelos Estados Unidos incentivou vários engenheiros informáticos e programadores a desenvolverem aplicações para se encriptarem conversações. Algumas das mais usadas têm sido o Whatsapp, Signal e Telegram. Entre os seus utilizadores encontram-se políticos, jornalistas, ativistas e advogados. 

Nos últimos anos, várias manifestações e movimentos sociais têm sido organizados por meio destas aplicações, para além do Facebook e Twitter, o que tem levado alguns Estados a banirem-nas. Em novembro, o Afeganistão baniu o Whatsapp e o Telegram por alegadamente serem usados por grupos insurgentes e, em dezembro, o Irão baniu estas mesmas aplicações no seguimento dos protestos contra o regime. 

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