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Novos horários na Autoeuropa vão mesmo avançar

Novos horários na Autoeuropa vão mesmo avançar

Sónia Peres Pinto 12/01/2018 19:27

As reuniões vão continuar a decorrer, mas já não irão abranger os horários. A ideia é sondar os trabalhadores sobre se preferem mudar de turno todas as semanas ou se preferem fazer esta rotação a cada três semanas

A Autoeuropa vai mesmo avançar com os novos horários a partir do próximo dia 29 de janeiro, com a laboração de 17 turnos semanais, estando já incluídos os sábados. A garantia foi dada esta sexta-feira por Fernando Gonçalves, coordenador da Comissão de Trabalhadores da fábrica de Palmela, depois das duas reuniões realizadas esta semana com a administração, confirmando as notícias que têm sido avançadas pelo i nas últimas semanas.

As reuniões vão continuar a decorrer, mas já não irão abranger os horários. A ideia é sondar os trabalhadores sobre se preferem mudar de turno todas as semanas ou se preferem fazer esta rotação a cada três semanas. Nessa altura será debatido o caderno reivindicativo onde a CT exige o aumento salarial de 6,5%, num mínimo de 50 euros, e com efeitos retroativos a setembro de 2017.

Estas declarações da CT surgem no mesmo dia em que o SITE Sul,  sindicato afeto à CGTP, promete não baixar os braços e continua a pedir não só que os sábados sejam voluntários como pede que este seja pago como trabalho extraordinário e mais 250 euros por mês para os trabalhadores da Autoeuropa que aderirem ao novo horário de transição de forma a «compensar a desorganização da vida familiar e pessoal».

Uma proposta bem diferente à que tem sido defendida pela fábrica de Palmela e que prevê o pagamento a 100% aos sábados, equivalente ao pagamento como trabalho extraordinário, acrescidos de mais 25%, caso sejam cumpridos os objetivos de produção trimestrais. Feitas as contas, dá cerca de dois sábados a cada trabalhador. Ao todo foram apresentas à administração, durante esta semana, oito propostas com vista resolver o conflito laboral sobre os novos horários na fábrica de automóveis de Palmela.

«A administração tem agora a derradeira oportunidade de se aproximar de uma solução que permita a resolução do conflito», salientou o sindicato afeto à CGTP.  Além disso reclama o pagamento do acréscimo de despesas com a guarda dos filhos dos trabalhadores que aderirem a este regime com creches e amas mediante apresentação do respetivo comprovativo. Assim como um aumento salarial mínimo de 50 euros, com efeitos retroativos a setembro de 2017, para todos os trabalhadores e um aumento para 770 euros do salário A0 - operários dos escalões mais baixos de produção - também aplicável aos trabalhadores recém-admitidos.

O sindicato defende também um aumento, para 15 minutos, de todas as pausas no trabalho (atualmente estas pausas são de sete minutos), com vista a «prevenir o surgimento de doenças profissionais e contribuir para a melhoria da produtividade».

O documento apresentado pelo sindicato à administração da Autoeuropa defende ainda que o «investimentos na fábrica deve continuar, nomeadamente numa nova linha de montagem, por forma a permitir uma melhor organização do tempo de trabalho de segunda a sexta-feira».  Greves suspensas para já Apesar de estar para já afastado o cenário de nova greve na Autoeuropa com o sindicato a alegar que «há ainda muita margem para negociar»,

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