18/7/18
 
 
João Gomes Almeida 12/01/2018
João Gomes De Almeida

opiniao@newsplex.pt

Refundar a direita portuguesa

Está na hora de virar a página. Este será o momento ideal para o PSD ganhar coragem de ouvir o que é que a sociedade e principalmente o que é que os eleitores de direita, têm a dizer

É um erro pensar que estas eleições para a liderança do PSD têm pouco interesse. Bem pelo contrário, a demissão de Pedro Passos Coelho, o desastre eleitoral autárquico e principalmente a nova ordem constitucional inaugurada por António Costa e os seus camaradas leninistas e trotskistas, abriram portas a que se possa, pela primeira vez em muitos anos, discutir qual deve ser o papel da direita na política e na sociedade portuguesa.

Sobre este ponto, de abrir o PSD à sociedade, Santana Lopes tem falado mais do que Rio. No entanto, quer um quer outro, têm uma escola enorme de aparelho partidário, e uma escola muito pequena de experiência profissional e de intervenção cívica. O que não deixa de ser absolutamente inquietante.

Ganhe um ou ganhe outro, será que o futuro líder estará preparado para devolver o PSD ao seu eleitorado? Esta era a pergunta que as pessoas de direita gostavam de ter visto respondidas nos vários debates. Infelizmente, tal não aconteceu.

Logo após o congresso do PSD, distribuídos que estarão os tachos partidários e sossegados que estarão os respetivos egos dos seus portadores, seria bom que o novo líder do partido se focasse em olhar mais para fora e menos para dentro. O eleitorado de direita está zangado com o PSD, não pela sua boa prestação governativa na última legislatura, mas antes pela forma medíocre como se deixou afetar e diminuir, perante o golpe constitucional operado pela esquerda.

Está na hora de virar a página. Este será o momento ideal para o PSD ganhar coragem de ouvir o que é que a sociedade e principalmente o que é que os eleitores de direita, têm a dizer. Não vivemos tempos propícios à politique, bem pelo contrário, estará nas mãos do novo líder do PSD, inaugurar uma nova fase recheada de boa discussão política, económica e até doutrinária. Está mais na hora da sociedade, do que na hora dos políticos.

Caso o PSD e o seu novo líder, prescindam de operar estas mudanças, certamente que o eleitorado do partido continuará a fugir-lhe por entre as mãos. Antes de mais, como tão bem se viu em Lisboa, para Assunção Cistas e para o CDS, mas também para novas alternativas que estão a surgir, como a novíssima e fresquíssima Iniciativa Liberal.

Pensar que o eleitorado é parvo e estático, pode ser um erro grave de mais e com uma fatura que ninguém vai querer pagar.

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