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Um homem e um elefante

Um homem e um elefante

Cláudia Sobral 11/01/2018 15:38

Crítica do filme 'Pop Aye'

Thana  (Thaneth Warakulnukroh), um arquiteto,  encontra nas ruas de Banguecoque Pop Aye, o elefante da sua infância que há muito tinha perdido, que tem agora outro nome, Chang Beer, e que decide comprar para juntos partirem numa viagem pela Tailândia,  rumo ao passado e à quinta onde tinham crescido juntos.

A história do elefante de “Pop Aye”, que Thana rebatiza assim que adquire, não terá muito mais além disto. Tem a história universal de amor e amizade, a bondade perdida aqui recuperada, tudo em poema que será também sobre perda e sobre desilusão – e reconciliação – sem chegar a ser lamechas, não em doses exageradas. O bucólico, por vezes cómico, êxodo da grande cidade para a província numa viagem de reencontro com um passado perdido, para uma história que vai sendo povoada de melancólicos personagens.

Ao fim de sete curtas de ficção, foi esta a primeira incursão da realizadora de Singapura Kirsten Tan na longa-metragem, direta para uma estreia internacional no Festival de Sundance. “Pop Aye” é um filme a não querer fazer-se mais do aquilo que é – um filme sobre um homem e um elefante. Já Godard dizia que eram uma rapariga e uma arma o suficiente para se fazer um filme. Será só uma questão de trocar a arma pelo elefante. 

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