19/7/18
 
 
Carlos Carreiras 10/01/2018
Carlos Carreiras

opiniao@newsplex.pt

Só com Santana o PSD será o partido indispensável a Portugal

Só PSL garante que o PSD continue a ser uma barreira intransponível para os que querem colocar os portugueses comuns a servir a utopia de um estado radicalmente igualitário

O PSD não começa nem acaba no próximo dia 13 de janeiro. Aconteça o que acontecer, ganhe quem ganhar.

A história do PSD é demasiado grande.

A sua implantação política junto dos portugueses é demasiado forte.

E a sua defesa de uma ordem interna liberal, democrática e constitucional é o que, historicamente, tem protegido os portugueses de formas radicais de socialismo de estado.

Para lá da espuma das sondagens ou das circunstâncias eleitorais, o PSD é o partido indispensável.

A vida do PSD não se joga, como nunca se jogou, numas eleições internas. Mas depois de dia 13 não vai ficar tudo na mesma. Que não haja equívocos: a escolha dos militantes terá uma consequência direta e imediata naquilo que queremos que seja o PSD. Rui Rio (RR) e Pedro Santana Lopes (PSL) são companheiros, partilham uma série de valores e ideias. São dois sociais-democratas insuspeitos. Isto não quer dizer, porém, que com um ou outro na liderança o partido seja a mesma coisa. Porque não vai ser.

PSL propõe um PSD mais. Um partido que lutará por cada voto para ganhar as legislativas e oferecer um projeto alternativo aos portugueses. Estando disponível para pactos de regime, nunca colocará o PSD numa solução de bloco central que só reforçaria os extremos.

RR, e muitos do seu inner circle, têm uma visão peculiar do posicionamento eleitoral do PSD. RR não se importa que o PSD substitua o PCP e o BE na viabilização de um governo PS. Muitos dirão que é uma posição de salvaguarda de interesse nacional. O que, em tese, até podia ser verdade. O problema é que os proponentes desta solução são os mesmos que, com o PSD no governo e a cumprir um duríssimo programa da troika herdado dos socialistas, se marimbaram no interesse nacional para disparar à queima roupa sobre Pedro Passos Coelho. Há interesse (de RR) em apoiar o PS? Sim, mas nacional não é certamente. É mais um seguro de vida futuro.

Esta subalternidade de RR perante o PS é perturbadora para qualquer militante do PSD. Porquê?

É uma estratégia de capitulação. Quando RR admite que o PSD pode ter o papel de parceiro júnior numa coligação com António Costa, está a dizer-nos que tem por certa a derrota. Isto não serve o PSD. O partido de Sá Carneiro não é “poucochinho”.

É uma estratégia de absolvição. Quando se está preparado para dar a mão a um governo que tem na sua espinha dorsal os mesmos que levaram o país à bancarrota em 2011, os mesmos que lançaram sobre o PSD o ónus de executar o memorando da troika, estamos a validar um modo de estar e de fazer política contra o qual todos os militantes (bom, todos menos os ‘notáveis’) se bateram.

É, por último, uma estratégia de negação. Quando se está pronto para perdoar a golpada de 2015, beijando a mão dos mesmos que não deixaram que o PSD governasse depois de ter ganho eleições, que honra viverá? Que amor-próprio sobrará? Que ideia de PSD restará aos olhos do eleitorado quando, ao invés de se posicionar como alternativa aos socialistas, nos propomos ser um auxiliar de Costa? Os portugueses não respeitarão um partido que não se dá ao respeito.

Tudo isto converge para uma definição de um PSD menos.

Ora são exatamente os opostos que me levam a defender a candidatura de PSL.

Faço-o por cinco razões.

A primeira razão é o país. PSL tem uma ideia de Portugal próspero, reformista, solidário e livre de interesses de oligarquias. Um Portugal inquieto e inconformado, que quer perceber como é que, 30 anos depois da integração europeia, continua a arrastar-se na cauda da Europa. Com PSL atacaremos os bloqueios e lançaremos as bases de um novo ciclo de crescimento.

A segunda razão está nas pessoas. PSL sabe falar e ouvir. Um dom que não toca a todos. Com a experiência acumulada em vários patamares de decisão, nacional e internacional, PSL garante a preservação da matriz pessoalista do PSD.

A terceira razão tem a ver com as ideias. PSL sonha com um país que crie oportunidades para os jovens e que preserve a qualidade de vida dos mais velhos. Um país que resguarde os mais necessitados, amigo das famílias e descomplicado para as empresas.

A quarta razão é o património do PSD. Quando o partido chegou ao poder, em 2011, teve de abdicar das suas cores políticas e governar com uma paleta de cores reduzida ao verde e ao vermelho. Só assim conseguimos reverter o cinzento e negro em que os socialistas nos deixaram. Ao contrário do que fez o PS (com o socialismo), nunca metemos a social-democracia na gaveta. Em todas as dificuldades, PSL fez aquilo que tinha de fazer como militante: foi leal a uma governação patriótica. Outros alinharam na escuridão que a extrema-esquerda sempre se propõe mergulhar os sinais de liberdade neste país.

A quinta e última razão é a alma do PSD. PSL é um herdeiro da social-democracia de Sá Carneiro. Não apenas por ter feito política ao lado do fundador do nosso partido, mas por ser ele quem mais se aproxima do ideal de uma sociedade boa e justa inscrita no nosso ADN.

Vivemos um momento de clarificação. Todos os militantes, e alguns com grandes responsabilidades presentes, passadas ou até futuras, têm o dever de dizer com quem estão e ao que vão. Espero que depois de dia 13, nenhuma candidatura tenha lugar para os que agora se escondem, certamente à espera que os resultados definam a sua posição. Esses não percebem que a coragem e o risco fazem o adn do PSD.

O PSD não começa nem acaba no próximo dia 13 de janeiro. Aconteça o que acontecer, ganhe quem ganhar. Com Rui Rio ou Santana Lopes o PSD continuará a ser o PSD. Mas só PSL garante que o PSD seja o partido grande e forte fundado por Francisco Sá Carneiro. Só PSL garante que o PSD continue a ser uma barreira intransponível para os que querem colocar os portugueses comuns a servir a utopia de um estado radicalmente igualitário.

Só com PSL o PSD continuará a ser o Partido indispensável num Portugal com ambição.

Escreve à quarta-feira

 

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