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Francisco J. Marques acusa APAF de ser “cúmplice” do Benfica

Francisco J. Marques acusa APAF de ser “cúmplice” do Benfica

13/12/2017 11:08

O diretor de comunicação do FC Porto voltou a revelar supostos emails onde revela uma alegada conversa de Luís Filipe Vieira com Pedro Guerra. 

Francisco J. Marques voltou a acusar o Benfica de exercer práticas que são do “foro criminal”.

Em declarações ao Porto Canal, Marques ataca o presidente do Benfica considerando o mesmo como a “cabeça do maios escândalo de sempre do futebol português”.

"Selecionei aqui um e-mail do Luís Filipe Vieira para o Pedro Guerra: '”Estás a expor-te muito na TVI. Eles querem é audiência. Não podes ser transformado num produto Nestlé. Eu próprio vivi esse problema quando vim para o Benfica, mal aconselhado. Não fales do Jesus, mas sim do treinador do Sporting. Parece que estamos órfãos. Hoje o tema é o condicionamento da arbitragem. Não vás ao programa sem falar comigo. Depois liga", lê-se na mensagem enviada por Luís Filipe Vieira a Pedro Guerra.

"Vieira é a cabeça. Mas depois há Paulo Gonçalves, Pedro Guerra e um sem número de pessoas que criaram um esquema para manipular, adulterar, beneficiar o Benfica e condicionar a disciplina, a arbitragem e o normal decurso das competições, baixar notas dos árbitros, ter acesso à vida pessoal de árbitros e do presidente da Federação. Se tinham códigos do alarme da casa de Fernando Gomes, é algo do foro criminal. Isto tem de ter consequências, porque tem proporções a que não se pode fechar os olhos. Isto não é regular dentro das leis do país", continuou.

Logo de seguida, Francisco J. Marques atacou a APAF (Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol), ao considerar que está a protagonizar um estranho silêncio perante todos os dados que têm sido revelados.

"É inexplicável como a APAF, perante o conhecimento público de que um clube tinha acesso aos telefones dos árbitros, nem uma palavra tenha em defesa dos mesmos. É uma forma de condicionamento inaceitável feita com a cumplicidade da APAF. O normal é fazer a defesa dos associados, mas neste caso nem uma palavra". 

"Em tempos, divulgámos o pedido de bilhetes do presidente da APAF [Luciano Gonçalves] ao Benfica. Na altura, parecia uma vítima mas agora é complicado aceitar isso. Por que não tem uma palavra? Se um adepto de um clube pinta a casa de um árbitro, a APAF faz a defesa do árbitro e muito bem. Mas o que é pior? Um adepto anónimo que faz isso ou o clube que tem os números dos árbitros?", perguntou.

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