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Jornal Guardian elogia 'política radical' portuguesa no combate às drogas

Jornal Guardian elogia 'política radical' portuguesa no combate às drogas

Shutterstock Joana Marques Alves 05/12/2017 18:51

Artigo do jornal britânico faz uma descrição extensa das políticas portuguesas nesta área

As políticas portuguesas de combate à droga dão que falar lá fora há vários anos. Desta vez, o jornal britânico Guardian elogiou os trabalhos desenvolvidos pelas autoridades lusas e fez uma reportagem sobre a forma como o nosso país conseguiu inverter a tendência e diminuir o problema de consumo de estupefacientes.

Ao longo do artigo, são descritos os papéis importantes de pessoas como Álvaro Pereira, um médico que, sem querer, tornou-se um especialista no combate ao consumo de drogas, e João Goulão, outro especialista que, juntamente com Pereira, fundou o primeiro Centro de Atendimento a Toxicodependentes. Numa viagem de norte a sul do país, o Guardian mostra como Portugal – país que, nos anos 80, tinha os níveis mais altos de pessoas infetadas com o vírus do VIH na União Europeia – conseguiu dar a volta e se dedicou ao cuidado das pessoas que se viram presas ao mundo da droga.

Este (e outros) artigo surge devido às políticias implementadas nesta área: em 2001, Portugal tornou-se o primeiro país a descriminalizar a posse e o consumo de substâncias ilícitas. Ou seja, em vez de ser detido, aquele que era apanhado com uma dose individual de estupefacientes recebia um aviso, uma pequena multa ou era obrigado a apresentar-se na esquadra, num posto médico ou num local onde poderia receber tratamentos e conselhos para deixar o vício.

“A recuperação incrível de Portugal e o facto de se manter firme ao longo de várias mudanças governativas (…) não poderia ter acontecido sem uma mudança cultural enorme e uma alteração na forma como o país encara as drogas e os vícios. A lei foi apenas um reflexo das transformações que já estavam a ocorrer em clínicas, farmácias e à volta das mesas das cozinhas familiares. As políticas de descriminalização facilitaram a vida a vários serviços (saúde, psiquiatria, empresas, etc), que até aqui tinham dificuldades em lidar com situações destas apenas com os seus recursos, podendo a partir daí trabalhar em sintonia e de uma forma mais eficiente [com as comunidades] para servir as populações”, refere o jornal britânico.

O problema das drogas tem piorado em todo o mundo e nenhum país seguiu os passos de Portugal, mas, aos poucos, alguns começam a implementar algumas medidas para tentar acabar com esta ‘epidemia’: “Chile e Austrália abriram os primeiros clubes de canábis medicinal, alguns estados norte-americanos permitem a canábis medicinal e outros até autorizam a recreativa, a Dinamarca abriu o maior espaço de consumo de droga monitorizado e a França também inaugurou o primeiro do mesmo género, o Canadá está a delinear um plano para legalizar o uso recreativo de canábis  e o Gana anunciou que tenciona em breve descriminalizar o consumo de estupefacientes.

Para ler o artigos do Guardian, clique aqui.

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