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Roy Moore. Um homem acusado de pedofilia não deixa a corrida a senador

Roy Moore. Um homem acusado de pedofilia não deixa a corrida a senador

AFP AFP 20/11/2017 11:39

Moore recusa-se a abandonar uma corrida que não conseguirá vencer. É uma imagem da retaliação sexual, mas também do seu partido.

As acusações que por estes dias são lançadas contra o candidato a senador no estado do Alabama, Roy Moore, seriam suficientes para afundar qualquer candidatura em qualquer país. A mais grave de todas é a de que, em 1979, Moore, na altura um assistente para o procurador distrital do estado do Alabama, levou para casa uma habitante local chamada Leigh Corfman e lá beijou-a, tirou-lhe a roupa e apalpou-a. Moore tinha na altura 32 anos e Corfman era uma menor com 14 anos.

Na mesma reportagem em que o jornal “Washington Post” revelou o caso, três outras mulheres acusam Roy Moore de se ter envolvido com elas quando elas eram apenas adolescentes. As denúncias continuaram nos dias que se seguiram à reportagem, muitas corroboradas pelos relatos de familiares que souberam dos casos antes de surgirem em público. Ontem, por exemplo,  mais quatro mulheres denunciaram o candidato ao lugar de senador do Alabama por assédios sexuais – todos quando elas eram adolescentes ou estavam no começo da casa dos 20 anos.

Moore recusa-se a abandonar a corrida e afirma que tudo se trata de um ataque político lançado não apenas pelos progressistas no Partido Democrata, mas também pelos próprios republicanos que supostamente representa._Os líderes do partido do presidente, com efeito, já o denunciaram em público e pedem-lhe agora que abandone a corrida. Moore nunca foi o seu candidato e concorre como um evangelista cuja imagem de marca é ser um fora da lei. É assim que enquadra a sua defesa:_Moore contra todos – e contra as sondagens, que o dão 12 pontos atrás do seu rival democrata.

A corrida de Moore revela mais para além do momento de retaliação contra a violência sexual na América. Moore só existe hoje porque os republicanos abriram as portas em 2010 a uma linha de novatos políticos dispostos a atirar para todo o lado: o conhecido “Tea Party”, que não o abandonou ainda. “Evidentemente que zanguei algumas pessoas”, dizia Moore no início desta semana. “Sou o único que posso unir democratas e republicanos porque me oponho a ambos”.

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