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INE. Economia arrefece no terceiro trimestre do ano para 2,5%

INE. Economia arrefece no terceiro trimestre do ano para 2,5%

Sofia Martins Santos 14/11/2017 18:30

Exportações e investimento desaceleraram, mas o consumo privado aumentou. Governo fala em "solidez dos cenários macroeconómicos".

Era uma previsão de alguns economistas, agora é um facto: o crescimento português desacelerou. De acordo com os dados, divulgados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a economia portuguesa arrefeceu, em termos homólogos, no terceiro trimestre para 2,5%, pressionada por um abrandamento das exportações e ainda do investimento.

  Ainda que tenha crescido, ficou aquém do que vinha a ser apontado nos dois trimestres anteriores. De acordo com o documento do INE, “o contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do PIB aumentou, verificando-se uma aceleração do consumo privado e um abrandamento do investimento. O contributo da procura externa líquida foi negativo, contrariamente ao registado no trimestre anterior, reflectindo a desaceleração em volume das exportações de bens e serviços e a aceleração das importações de bens e serviços”.

O cenário que se vinha a desenhar para os meses de julho a setembro variou muito em detrimento do nível de otimismo dos economistas. Os mais otimistas apontavam para um crescimento na ordem dos 2,9%, enquanto os mais pessimistas previam um intervalo entre os 2,6% e os 2,4% do PIB.

Seja como for, longe ou perto das estimativas de uns ou outros, é o crescimento mais fraco deste ano. Até porque, recorde-se, que no primeiro e segundo trimestre o PIB cresceu 2,8% e 3%, respetivamente.

A verdade é que, apesar do arrefecimento, é necessário recuar cerca de dez anos para encontrar uma altura em que o crescimento se mantivesse acima dos 2% durante três trimestres consecutivos.

Fazendo uma análise em cadeia, pode dizer-se que a economia acelerou do segundo para o terceiro trimestre deste ano, passando de um crescimento na ordem dos 0,3% para os 0,5%. De acordo com o INE, a explicação está no facto de ter havido, ainda assim, um aumento do consumo privado, que tinha caído no trimestre anterior.

Expetativas do governo A verdade é que o crescimento registado no terceiro trimestre vai de aumento ao que tinha sido traçado pelo governo. De acordo com o Ministério das Finanças, os dados que foram ontem divulgados pelo INE vão de encontro às projeções do executivo que estimou para o conjunto do ano uma subida de 2,6% do PIB.

“Este crescimento económico corresponde às expectativas traçadas pelo Governo no Orçamento do Estado para 2018 (OE2018), corroborando a solidez dos cenários macroeconómicos subjacentes às projeções orçamentais”, explica o Ministério.

Para o governo, os dados servem sobretudo para provar o caminho que Portugal tem estado a fazer porque “refletem o dinamismo da economia”. Até porque mostram um crescimento, em cadeia, “pelo 14.º trimestre consecutivo, num contexto de maior equilíbrio das contas públicas e das contas externas”.

“O governo continuará a promover o crescimento económico socialmente equitativo, assente na criação de emprego e na coesão social e numa gestão criteriosa das contas públicas”, explica ainda a mesma nota.

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