16/11/18
 
 
Associação quer saber quantos alunos foram alvo de processos disciplinares por denunciarem má qualidade da comida nas escolas

Associação quer saber quantos alunos foram alvo de processos disciplinares por denunciarem má qualidade da comida nas escolas

Jornal i 13/11/2017 18:11

A associação Transparência e Integridade pediu o levantamento de todos os casos de alunos que foram alvo de processos disciplinares após terem denunciado, através de imagens publicadas nas redes sociais, a má qualidade da comida das cantinas.

O pedido da associação, que é a representante portuguesa da organização não-governamental anticorrupção Transparência Internacional, numa carta enviada ao ministro Tiago Brandão Rodrigues, surgiu na sequência de várias queixas apresentadas por encarregados de educação, relacionadas com a má qualidade das refeições escolares e por, alegadamente, vários alunos terem sido punidos e repreendidos por denunciarem estas condições.

"É absolutamente inadmissível que estudantes que denunciam a péssima qualidade das cantinas escolares sejam castigados por esse serviço cívico", declara, em comunicado, o presidente da Transparência e Integridade, João Paulo Batalha.

Para o presidente este comportamento "equivale a ensinar aos jovens que os cidadãos devem (neste caso literalmente) comer e calar face aos abusos e discricionariedades do poder, como se ainda vivêssemos no tempo da ditadura", refere ainda.

"Os diretores de escola que estão a punir os seus alunos não estão à altura dos cargos que exercem nem têm lugar numa escola democrática, que tanto fala em educar para a cidadania", defendeu o presidente da assiação.

Na carta enviada ao ministro, a associação pediu ainda um esclarecimento sobre a forma como “foram selecionadas as empresas fornecedoras de refeições escolares e que fiscalização é efetivamente feita sobre a qualidade do serviço prestado".

"Só uma destas fornecedoras, a Uniself, já ganhou mais de 310 milhões de euros em contratos para fornecer refeições a entidades públicas, a esmagadora maioria das quais são as escolas a quem confiamos os nossos filhos", afirma também o presidente.

Para João Paulo "é imperativo" que o Governo explique como "são feitos estes contratos e quem controla a qualidade do serviço prestado a troco de tanto dinheiro".

 

 

Iniciar Sessão
Esqueceu-se da sua password?

×
×

Subscreva a Newsletter do i

×

Pesquise no i

×