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Inteligência artificial já está a alterar a forma como se trabalha

Inteligência artificial já está a alterar a forma como se trabalha

Diana Tinoco Magalhães Afonso 09/11/2017 13:19

Tecnologia é profundamente disruptiva para os atuais modelos de negócios. Ajuda a tomar melhores decisões e também a melhorar as relações com os clientes.

A Inteligência Artificial (IA) está no centro da reinvenção da forma como se processam os negócios e é já uma forma de ajudar a melhorar o trabalho.

“A IA permite traçar novas fronteiras de análise utilizar todo o género de dados para perceber qual o modelo e como se devem implementar as melhores soluções”, sintetiza Chitra Dorai.

“Está também a alagar os horizontes onde os sistemas cognitivos artificiais colaboram com os humanos para tomar as melhores decisões”, acrescenta a Chief Techological Officer (CTO) de Serviços Cognitivos da IBM.

Numa palestra dada ontem na Web Summit, Chitra Dorai revelou que desde há 20 meses que passa tempo com as empresas a desmistificar a AI e apresentou a forma como esta está a mudar os negócios.

A IA é profundamente disruptiva para atuais modelos de negócios, uma vez que traz novas perspetivas para ajudar à tomada de decisões. Isto porque fornece ao decisor empresarial, de forma semi-automatizada, conselhos livres de ideias preconcebidas. Ao mesmo tempo, poderá interagir ou auxiliar os clientes de forma compreensiva e razoável, com conhecimento do conteúdo e do contexto.

No que diz respeito ao serviço ao cliente, nesta reinvenção da forma de gestão empresarial, a IA, otimizada para velocidade e fundada em conhecimentos de base, aprende com as pessoas que trabalham no atendimento ao cliente para depois poder começar a interagir também com o cliente e finalmente estar otimizado a dar a experiência necessária ao cliente.

Finanças e contabilidade

Outro exemplo trazido pela CTO dos serviços cognitivos da IBM_prende-se com uma área que é comum a todas as empresas, de todos os setores, de todos os tamanhos e de todo o mundo: finanças e contabilidade.

“Com os sistemas cognitivos, o responsável pelas finanças poderá ter uma perspetiva do futuro – incluindo antever o impacto  dos concorrentes e toda a informação sobre o compartimento dos mercados – podendo depois agir em função desta perspetiva”, afirmou Chitra Dorai. A “precisão da previsão cognitiva é de 99%”, garante.

Segundo a responsável, a IA permite, por exemplo, avaliar 180 milhões de opções de investimento em menos de 10 segundos, o que poderá proporcionar uma receita superior em 2% para a mesma promoção ou decisão de investir. “A IA dá-nos melhor informação, mas também maior responsabilidade”. 

 

Democratização

Antes, o vice--presidente da Unity Technologies, empresa empenhada em tornar a IA acessível, considerou que todo o tipo de negócios está a reconhecer o valor potencial da IA, mas que poucos estão preparados para a transformação que esta trará, de certeza, às suas organizações. 

Daí que Danny Lange  tenha defendido que a IA “tem de ser democratizada, não podendo ficar na mão de algumas empresas”. Isto vai permitir “resolver os problemas difíceis” desde que “funcione para muitas pessoas e seja usada em muitas plataformas”. No entanto, Danny Lange argumenta que ainda “há muitos obstáculos a ultrapassar para se chegar a uma economia de IA”, mas, assegura, os “portões já estão abertos”.

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