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Louvre abu dhabi. Um museu das Arábias |FOTOGALERIA

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José Cabrita Saraiva 08/11/2017 22:42

Estava previsto abrir em 2012, mas após adiamentos sucessivos vai ser finalmente inaugurado no próximo sábado. A filial árabe do museu mais célebre do mundo conta a história da humanidade através de doze capítulos. Da Vinci, Manet e Van Gogh são apenas algumas das atrações

“Um livro aberto sobre a história da humanidade”: é assim que o seu diretor científico, Jean-François Charnier, define o Louvre Abu Dhabi, que será inaugurado com toda a pompa no próximo sábado nos Emirados Árabes Unidos. Mas antes da festa, que durará quatro dias, a imprensa já pôde conhecer o edifício desenhada por Jean Nouvel e passear sob a cúpula de filigrana que o próprio arquiteto batizou “Chuva de Luz” pelos raios solares que deixa entrar.

O projeto do novo museu nasceu há dez anos com a assinatura de um protocolo entre responsáveis franceses e árabes. Na altura, estes comprometeram-se a pagar qualquer coisa como mil milhões de euros para poderem usar a marca Louvre durante 30 anos e para obterem empréstimos de museus e monumentos gauleses ao longo de uma década. Entre esses empréstimos encontram-se, nesta exposição inaugural, obras de monta, como a pintura conhecida por “La Belle Ferronière”, de Leonardo da Vinci, o imponente “Napoleão Atravessando os Alpes”, de David, “O Rapaz do Pífaro”, de Edouard Manet, ou um Auto-Retrato de Van Gogh de 1887.

Mas não é só de obras-primas ocidentais que se faz este museu. Aliás, todo o conceito expositivo passa por colocar diferentes culturas em diálogo, através de doze diferentes núcleos: As Primeiras Cidades, As Primeiras Potências, Civilizações e Impérios, Religiões Universais, Rotas de Comércio Asiáticas, Cartografias, Do Mediterrâneo ao Atlântico, Cosmografias, O Mundo em Perspetiva, A Magnificência da Corte, Uma Nova Arte de Viver, Um Mundo Moderno?, Desafiando a Modernidade e Um Palco Global, com um total de 600 obras.

Além da derrapagem dos prazos - provocada em parte pela crise financeira de 2007-2008 e pela queda do preço do petróleo -, a consituição do novo Louvre não esteve isenta de polémica. Perto de cinco mil profissionais dos museus , arqueólogos e historiadores da arte assinaram uma petição para que o contrato não fosse avante. Houve mesmo quem defendesse que a França estava “a vender a alma”.

O Louvre Abu Dhabi faz parte de um gigantesco projeto de desenvolvimento imobiliário avaliado em 20 mil milhões de euros. Está previsto ter a companhia de três outros museus, um dos quais um pólo do Guggenheim.

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