15/11/18
 
 
José Cabrita Saraiva 01/11/2017
José Cabrita Saraiva
Opiniao

jose.c.saraiva@newsplex.pt

Os factos que “incriminam” Carrilho

Não acompanhei o julgamento de Manuel Maria Carrilho por violência doméstica e, como tal, não disponho de dados que me permitam saber se é ou não culpado do crime de que era suspeito.

Acompanhei, no entanto, a “novela” do processo de divórcio nas páginas da imprensa. E, mais ainda do que incredulidade, senti repulsa ao ver peças jornalísticas em que Carrilho acusava a mãe dos seus filhos de ser “alcoólica” e inclusivamente se dava ao trabalho de mostrar o local onde Bárbara Guimarães teria alegadamente caído em consequência de uma bebedeira.

Mais uma vez, não sei se os factos eram verdadeiros, se a apresentadora teria ou não o hábito de beber.

Na realidade, isso tornava-se quase irrelevante perante a falta de escrúpulos revelada por Carrilho. Mostrava que o antigo ministro da Cultura podia descer muito baixo, tão baixo que não hesitava em arrastar a sua ex-mulher pela lama.

Outro facto revelador foi Carrilho ter metido os filhos ao barulho, virando--os contra a própria mãe. Diniz Maria terá mesmo escrito uma carta em que dizia: “Não quero viver com uma pessoa por quem eu não sinto afeto nenhum, a quem tenho de chamar mãe”. Como veio esta carta parar à imprensa? Presume-se, com toda a verosimilhança, que mais uma vez terá sido obra de Carrilho, até porque o texto estaria no seu computador.

Ontem o tribunal deu como provadas as acusações contra o antigo ministro e condenou-o a quatro anos e meio de prisão, com pena suspensa. Lá está: não posso avaliar se a sentença foi ou não justa. Mas sei que quem perde a cabeça ao ponto de humilhar a mulher na praça pública e de atiçar os filhos contra a própria mãe é capaz de quase tudo. E presumo que também de violência doméstica.

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