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Nova sondagem dá maioria absoluta aos independentistas catalães

Nova sondagem dá maioria absoluta aos independentistas catalães

AFP Ricardo Cabral Fernandes 31/10/2017 14:55

Sondagem do Centro de Estudos de Opinião (CEO) aponta que as forças independentistas conseguirão renovar a maioria absoluta para formarem um novo governo

A coligação Junts pel Sí (JxSí), que inclui o PdeCAT e o ERC, e a CUP terão, em conjunto, a maioria absoluta no parlamento catalão nas eleições autonómicas de 21 de dezembro, segundo uma sondagem do Centro de Estudos de Opinião (CEO) catalão. Com este resultado as forças políticas independentistas poderão formar um novo executivo independentista, renovando a causa catalã. 

Segundo a sondagem, a JxSí conseguirá entre 60 a 63 parlamentares, enquanto a CUP conseguirá oito ou nove deputados, quando nas anteriores eleições conquistou dez assentos parlamentares. No entanto, e mesmo com um pior resultado eleitoral para a CUP, os independentistas conseguirão ter deputados suficientes para obterem a maioria absoluta. 

As outros forças políticas terão resultados eleitorais muito semelhantes às das eleições autonómicas anteriores, segundo a mesma sondagem. O Ciudadanos conseguirá alcançar entre 25 a 26 deputados, um resultado quase idêntico ao do passado (25 deputados), enquanto o Catalunya Sí Que Es Pot (CSQP) e o Partido Socialista da Catalunha (PSC) terão entre 12 e 14 deputados, quando antes possuíam apenas onze. O Partido Popular da Catalunha (PPC) manterá os 11 deputados no parlamento catalão. 

Esta sondagem contrasta com uma outra anunciada nos últimos dias. Nesta, publicada pelo jornal espanhol "El Mundo", os partidos independentistas perderiam a maioria no parlamento, impossibilitando a formação de um governo independentista. Os partidos que apoiavam o governo liderado por Carles Puigdemont obteriam 65 deputados (42,5% dos votos), num total de 135 parlamentares, três menos do que os necessários para a maioria absoluta

Na conferência de imprensa de hoje em Bruxelas, Carles Puigdemont, presidente do governo catalão destituído por Madrid, afirmou estar "de acordo que é a votar que se resolvem os problemas" e exigiu um compromisso claro por parte de Madrid de que fará o mesmo. "Respeitaremos o resultado das eleições de 21 de dezembro, como sempre fizemos, seja qual for o resultado. O Estado espanhol fará o mesmo? Quero um compromisso claro do Estado. É essencial saber por que se não, haverá dois tipos de eleitores na Catalunha, a primeira e a segunda classe", reclamou o líder catalão.

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