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Francisco Simões Rodrigues 27/10/2017
Francisco Simões Rodrigues
Cronista

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9 factos do Meo Rip Curl Pro Portugal

1. As previsões de mar para o MEO Rip Curl Pro Portugal eram brilhantes para os primeiros dias de prova. Entenda-se que este ‘brilhante’ vai muito além das motivações do surfista comum. Isto porque os Supertubos estavam de gala mas impunham um respeito de sobrevivência apenas ao alcance de alguns. Falamos dos melhores do mundo e de os colocar perante ondas de consequência mesmo sem ser uma prova do circuito mundial de ondas grandes. Ouvimos reações extremadas e drama. Confirmamos assim o quão espectacular é receber os melhores do mundo nos Supertubos.

2. O retrato internacional da Praia do Medão, nome original dos Supertubos, retoma agora as suas propriedades de desafio e intimidação lado a lado com qualidade e perfeição. A versatilidade de Peniche em receber provas desta magnitude é boa. Mas melhor são as ondas produzidas pelas bancadas de areia do Medão.  

3. Outubro é o mês da excelência em Portugal. Para além da qualidade das ondas, é igualmente importante haver condições meteorológicas que convidem ao evento. Não esquecendo o Outono mas também com alguma sorte à mistura, Peniche brindou os visitantes com autênticos dias de praia como só em Portugal nesta altura do ano. 

4. Frederico Morais mantém-se firme na luta pelo prestigiante título de “rookie of the year” (melhor estreante do circuito mundial). Mesmo com o peso emocional da praia toda a apoiar, com uma licra de 150m2 estendida nas bancadas e com os olhos d os que lhe são próximos em cima de si, Kikas não cai. A maturidade e feracidade dentro de água contrastam com a grandeza e devoção fora dela. Como surfista residente na elite do surf mundial, o seu 9º lugar foi o melhor resultado de sempre para um português nesta prova. Frederico aponta e agradece mas fá-lo como só os enormes sabem fazer. 

5. Vasco Ribeiro mostra todas as capacidades para figurar entre os melhores dos melhores. Com momentos de superação a si próprio e níveis de confiança elevados, o surfista cascalense fez a melhor onda do primeiro dia de prova (9.37 pontos numa escala de 0-10), eliminou o australiano Owen Wright arredando-o da luta pelo título mundial, e ainda se bateu sem qualquer timidez com o havaiano John John Florence em condições onde este é mestre mas, tivesse o português saído de mais um tubo, e talvez a história hoje contada fosse outra. 

6. Viu-se um pouco de tudo. Desde espectadores totalmente vestidos a nadar mar adentro para serem os primeiros a garantir propriedade das muitas pranchas partidas. Passando pela vontade em ver os melhores do mundo na verdadeira primeira fila mesmo que tal implique estar sujeito a ser parcialmente varrido pelas ondas na maré cheia. E terminando pela impressionante quantidade de pessoas que emoldurou a estreita faixa de areia dos Supertubos. Que não haja dúvidas: os portugueses adoram o Surf. 

7. Os patrocinadores inventaram-se mais uma vez. Surf em forma bungee jumping, uma campanha de sensibilização e proteção dos oceanos contra os plásticos, drones no ar, gastronomia de mar, e mais um sem número de iniciativas e eventos laterais preencheram a agenda. Para além do surf surfado, animação não faltou. Dia e noite! 

#8 O título mundial segue para o Havai. Mas não sem a pegada portuguesa ou mesmo europeia. Gabriel Medina, brasileiro, chegou à Europa fora dos lugares de topo. Jordy Smith era detentor da licra amarela antes de França, entregando-a a John John Florence para a prova portuguesa. Mas Medina venceu as duas etapas de forma inédita, apresentando-se quase como alvo a abater, mesmo sem o ser. Uma coisa é certa, após a vitória em Portugal, a mensagem foi só uma: tive que trabalhar bastante! 

9. Terminou na passada 4ªfeira mais uma edição do MEO Rip Curl Pro Portugal. E não foi qualquer uma. Pela 9ª vez consecutiva, Portugal constituiu-se como palco por excelência para receber os melhores surfistas do mundo. É bom reviver o sucesso da organização portuguesa. Melhor ainda é constatar que todos – surfistas, espectadores, patrocinadores, parceiros e órgãos de comunicação social – voltam para casa emocionalmente preenchidos. Verdade seja dita: é um dos melhores eventos (e não falo só de Surf) realizados em Portugal. Parabéns a todos os envolvidos. 

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