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APAF: "Greve é oportunidade para ver comentadores e dirigentes a apitar"

APAF: "Greve é oportunidade para ver comentadores e dirigentes a apitar"

Bruno Venâncio 25/10/2017 18:31

Luciano Gonçalves, presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol, justifica a tomada de posição dos árbitros com o "ambiente criado em torno do futebol"

Além de Fernando Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, também o líder da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), Luciano Gonçalves, marcou presença esta quarta-feira na Assembleia da República, para abordar o ambiente de crispação que se vive no futebol português.

A greve dos árbitros nos jogos da Taça da Liga em novembro e dezembro foi um dos temas discutidos e o presidente da APAF, em tom irónico, considerou que esta será uma boa oportunidade para "ver comentadores desportivos e dirigentes a arbitrar", criticando os diversos programas televisivos de comentário de futebol cujo foco principal são, invariavelmente, os casos de arbitragem. "Pelas horas que passam a falar de arbitragem, são tão profissionais ou mais do que os árbitros, que têm formação nesse sentido. Também devem ter todas as competências e, sendo eles isentos, certamente irão desempenhar muito bem essas funções", atirou, visando também os presidentes dos clubes: "O exemplo vem de cima."

Luciano Gonçalves justificou a tomda de posição dos árbitros em boicotar os jogos da Taça da Liga nos próximos dois meses com o "ambiente que está criado em torno da modalidade". "Deve ser um sinal de preocupação para o futebol português", frisou.

Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato de Jogadores, subscreveu as ideias defendidas por Fernando Gomes, apelando a "medidas repressivas" para se "agravar as sanções" e a "medidas mais preventivas" para mudar o estado atual do futebol em Portugal. "Queria mandar uma mensagem clara aos dirigentes dos três ‘grandes’: era importante assumir esta responsabilidade para que façam mais nesta matéria. Há um clima de ódio relativamente à arbitragem, há violência no desporto, e os dirigentes dos três 'grandes' têm uma responsabilidade maior", salientou.

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