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FC Porto-Besiktas. Fazer boa figura nem sempre é sinónimo de vitória...

FC Porto-Besiktas. Fazer boa figura nem sempre é sinónimo de vitória...

Laura Ramires 14/09/2017 08:14

Sérgio Conceição estreou-se na liga multimilionária de futebol com uma derrota num jogo que ficou marcado pelo ritmo alucinante. No final, quatro golos dos turcos, mas 3-1 no marcador. E a primeira derrota do FC Porto

Jogo eletrizante e de alta intensidade naqueles primeiros 45 minutos disputados no Estádio do Dragão. Afinal, não podia ser para menos, depois de Sérgio Conceição ter confessado que era preciso “começar para bem” para “fazer boa figura” na Liga dos Campeões. E entrou bem, tal como os seus adversários, os turcos do Besiktas, que na bagagem traziam velhos conhecidos como os ex-Porto Ricardo Quaresma e Pepe, além do ex-Benfica Talisca.

E seria através de dois dos protagonistas acima mencionados que a primeira angústia acabaria mesmo por chegar. Ou, sem eufemismos, o primeiro golo sofrido pelo FC Porto nesta época. Após 13 minutos de muito equilíbrio entre dragões e águias negras, note-se, um cruzamento de Quaresma direitinho à cabeça do brasileiro Talisca deixou Iker Casillas sem hipóteses. Talisca festejou, ele que já começa a ser, de resto, um marcador assíduo frente a clubes portugueses na prova. Não será preciso relembrar o último golo de Talisca, há um ano, também em Portugal, frente ao Benfica, num momento em que as feridas do polémico empréstimo do jogador ao clube da Turquia ainda estavam por sarar.

 

Jogo alucinante

Adiante. Os comandados de Sérgio Conceição não se deixaram de modo algum abater com o golo e voltaram ao meio-campo para repor a bola em jogo, como se o apito inicial fosse soar. Pressão, ataque e chegar à baliza adversária foram uma constante, e a insistência dos homens da casa não demorou a ser retribuída. Corria o minuto 21 quando um canto cobrado por Alex Teles, à procura de Marega, acabou com um autogolo de Tosic, o quarto do defesa central desde que está ao serviço do Besiktas, naquela que não passava de uma tentativa desesperada de sacudir a bola que teimava em aparecer junto ao às redes da baliza do guardião Fabricio. Igualdade no marcador e um ritmo absolutamente alucinante, de parte a parte, que não abrandou... Mas numa altura em que os azuis-e-brancos até estavam por cima, por força até da motivação extra conseguida pelo meio golo de Marega, foi o Besiktas a mostrar que não era o empate que o iria fazer voar rasteiro. Uma bomba diretamente saída do pé de Tosun, com Danilo sem chatear tal era a certeza, na perspetiva do jogador, da impossibilidade de fazer golo e... Casillas novamente batido. Sem culpas o espanhol, depois de um autêntico míssil disparado pelo ponta-de-lança, cujos dois golos, admire-se, que coleciona na Champions foram assinados contra, além do vice-campeão nacional, ontem, o Benfica...

 

Organização trama Dragão

No regresso do intervalo, com marcador em 2-1, apesar de os três golos terem assinatura do clube turco, o FC Porto não mudou a estratégia. Sempre pressionante, as principais adversidades acabariam por ser um Besiktas mais organizado em relação à primeira metade do encontro, já com o natural objetivo de garantir o resultado favorável ao clube visitante. Todavia, o atual líder do campeonato nacional mostrava-se com vontade de chegar ao golo. Oportunidades não foram faltando, só eficácia, e, a quatro minutos do tempo regulamentar, as angústias acabaram em desgosto. Uma combinação entre Negredo e Babel terminou com o remate certeiro do holandês. Fim da esperança para o clube da Invicta, derrota de Sérgio Conceição na estreia do técnico na liga multimilionária de futebol e primeira do FC Porto nesta temporada. As águias negras, por sua vez, fizeram história. Além dos três pontos, o Besiktas conseguiu vencer pela primeira vez o FC Porto, um resultado que nunca tinha registado.

No fim, o técnico dos dragões garantiu: “Vamos buscar estes três pontos nos próximos jogos, não tenho a menor dúvida”, num momento em que assumiu as culpas pela derrota. “Se há alguém culpado nesta derrota não são os jogadores, sou eu. Pela forma como abordei [estrategicamente] o jogo”, declarou o técnico de 42 anos. 

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