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Empresários. Sequestro e extorsão são ameaças

Empresários. Sequestro e extorsão são ameaças

Sofia Martins Santos 13/09/2017 21:19

A distribuição geográfica deste tipo de ataques tem estado a alastrar gradualmente. De acordo com a análise de riscos da MDS, há países que são mais propícios a determinados incidentes. Só na Índia, por exemplo, são registados mais de 40 mil sequestros por ano. Mas há outras zonas problemáticas, tanto para os raptos de curta como de longa duração

Bitcoin ganha terreno 

A acelerada utilização das novas tecnologias também tem tido impacto na forma como os sequestros e pedidos de resgate são geridos. Países como EUA, Brasil, Colômbia e México são alguns daqueles onde se registam mais ciberataques, muitos deles pagos em bitcoins. No entanto, esta moeda também já é usada em práticas de sequestro. Recentemente, um empresário esteve em cativeiro durante mais de um mês, até pagar um resgate de 9 milhões de dólares em bitcoins.

Pirataria é ameaça

Dentro da lista de riscos elevados está a ameaça de pirataria e de outras formas de crime marítimo, em especial o roubo no mar. Entre as zonas mais preocupantes está o sul da Ásia. De acordo com relatórios de meados de 2015 do Gabinete Marítimo Internacional, houve dois ataques-piratas por mês a petroleiros nestas águas. Mas a pirataria ameaça ainda outras zonas, como a América do Sul e as Caraíbas.

Crime organizado é problema

De acordo com a análise detalhada dos riscos, elaborada pela MDS, os riscos mais elevados acontecem em países que já têm uma componente de crime organizado bem estabelecida, como a Rússia, o leste da Europa, Espanha e Grécia. Outro foco de preocupação é composto por indivíduos oportunistas, motivados pelo lucro ou até por ressentimentos pessoais.

América do Sul e Caraíbas com alto risco

Em 2016, o risco de sequestro, resgate e extorsão continuava a ser um dos principais problemas de segurança para pessoas e empresas que operavam em locais de alto risco, como América do Sul e Caraíbas. Venezuela, Brasil, Argentina e México são alguns dos países onde os sequestros tradicionais e de curta duração mais afetam os cidadãos locais e estrangeiros. Tanto no México como na Venezuela também são frequentes os sequestros de longa duração.

Construção e engenharia são alvos

A extorsão ou o “sequestro- -relâmpago” continuam a ser uma preocupação de segurança prioritária em muitos países da África subsariana, onde o risco de sequestro é elevado e o número de casos poderá aumentar de frequência em alguns locais de baixo ou médio risco. Cidadãos estrangeiros envolvidos em setores como a construção ou a engenharia têm sido alvos frequentes.

Estado Islâmico é ameaça 

O sequestro com fins financeiros, políticos e ideológicos é um risco para a segurança em muitos países da região do Médio Oriente e do norte de África. Existem também riscos elevados de sequestro por parte de grupos extremistas. Em 2015, o Estado Islâmico exigiu 200 milhões de dólares para o pagamento de resgate de um refém chinês e de outro japonês. Também o sequestro e execução de um turista francês no nordeste da Argélia ilustra bem esta ameaça.

Índia no topo dos sequestros 

Em países como a Índia, com mais de 40 mil sequestros por ano, o número de incidentes é dos mais elevados do mundo. Mas outras zonas, ainda que de risco médio, como China, Malásia ou Indonésia, têm sido igualmente afetadas pelo risco de sequestro, resgate e extorsão. O rapto de empresários, conhecido como sequestro económico, está a tornar-se um negócio cada vez mais lucrativo.

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