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Carolina Deslandes responde a críticas após ser vítima de preconceito

Carolina Deslandes responde a críticas após ser vítima de preconceito

Jornal i 13/09/2017 13:10

A cantora conta que já passou por situações muito desconfortáveis 

Na mais recente publicação de Carolina Deslandes, a jovem cantora fala de preconceito, dando-se a si própria com exemplo para explicar a situação.

Mãe de dois meninos, Santiago e Benjamim, a cantora sentiu necessidade de abordar o assunto depois de ter vítima de preconceito “apenas por ter tatuagens”. Através do seu testemunho, a cantora conta que já passou por situações desconfortáveis devido às tatuagens que começou por fazer quando atingiu a maioridade.

“Nunca tive muita noção do preconceito relativamente às tatuagens. Nem às tatuagens nem a coisa nenhuma. Até uma dada altura da minha vida eu partia do princípio que as pessoas eram todas boas, e que ninguém desejava mal a ninguém nem se achava superior fosse pelas escolhas que fizeram na vida ou pela cor da pele ou religião”, começa por contar.

"Depois fui para a escola e apercebi-me de que as coisas não eram bem assim, os homossexuais eram os paneleiros, as miúdas de vestido eram as porcas, os negros eram os pretos ou macacos ou matumbos. E eu questionava-me “Mas quem é que educou esta gente? A verdade é que a maioria das pessoas vive a falar em casa em frente aos filhos sem ter noção de que as coisas que diz vão condicionar a formação da sua personalidade e do seu futuro”, continuou.

"Nunca mais me vou esquecer do dia em que fui a um jantar todo xpto daqueles com 45 talheres diferentes em que uma senhora olhou para mim e disse “Ah que horror! Os seus pais não têm um desgosto de vê-la assim pintada?” E eu calmamente respondi “Não. Os meus pais ficam orgulhosos por terem criado uma filha que não é mal educada nem inconveniente”, conta, recordando o momento. 

Para terminar, a artista apela à aceitação da diferença, à tolerância e ainda a uma educação com base na igualdade e no respeito pela diferença: "E é só isto que peço e que tenho como algo fundamental : ter a capacidade de explicar aos meus filhos que toda a gente é igual. Que as pessoas são o que trazem no coração e nada mais".

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