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Liga dos Campeões. Os três mosqueteiros desembainham as espadas

Liga dos Campeões. Os três mosqueteiros desembainham as espadas

Afonso de Melo 12/09/2017 09:24

Benfica e FC Porto com hipótese de partirem na frente; Sporting em Atenas à sombra de um escaldante Barcelona-Juventus...

É, seguramente, a visita mais inesperada desta fase de grupos da Liga dos Campeões. O Qarabag Futbol Klubu, do Azerbaijão, visita o Chelsea, em Stanford Bridge, e dá início a uma aventura inédita.A Liga dos Campeões está de volta, já na sua fase de grupos, com jornadas divididas entre hoje e amanhã, com portugueses em liça, os três do costume, Benfica e Sporting, logo mais ao fim da tarde, FC Porto no dia seguinte.

Vamos e venhamos: jogo de mão cheia é o de Camp Nou, entre Barcelona e Juventus, uma desforrazinha do que sucedeu na época passada, com a Velha Senhora a dar três-a-zero aos catalães (seguiu-se um 0-0) e a deixá-los pelo caminho numa eliminação que teve muito de doloroso, tal a superioridade demonstrada.

Grupo D: o grupo do Sporting, pois então.

É bem possível que, assim como assim, se coloquem os leões à margem desta luta entre monstros, mas eles estarão atentos durante a sua viagem a Atenas para defrontar o Olympiakos. Porque, vendo bem, é no desperdício de pontos dos dois favoritos que se podem alicerçar as esperanças de portugueses e de gregos na surpresa que seria enorme mas, lá está, futebol é futebol e na banalidade da frase oca fica expressa a realidade deste jogo que fascina o mundo.

Mais ainda: uma vitória sportinguista em Atenas, se entramos pelo caminho dos suponhamos, seria passo larguíssimo para atingir, pelo menos, a presença na fase a eliminar da Liga Europa, bem melhor do que sucedeu na época passada, na qual os isboetas não fugiram ao último lugar do seu grupo, abaixo até do Légia de Varsóvia.

Enfim. A jornada não se pode dizer que seja entusiasmante. Tirando esse tal Barcelona-Juventus, inclinamo-nos para o Roma-Atlético de Madrid como suscitador de atenções internacionais, o que não é bem a mesma coisa do que atenções nacionais, já que aí, como ficou escrito, há um dia em cheio para portugueses, pois o Benfica recebe o CSKA de Moscovo, na Luz, noutro daqueles encontros fundamentais para o que se passará a seguir.

Grupo A para os encarnados, com o Manchester United de José Mourinho a receber os suíços do Basileia e a poder, também, dar uma ajudazinha com uma vitória se o campeão nacional cumprir a sua obrigação de vencer, ainda que esta obrigação possa ir entre aspas, se estiverem de acordo.

Quarta-feira.

Amanhã, quarta-feira, o FC Porto está calçado com os mesmo sapatos do que a águia. Ora bem, tendo o Besiktas nas Antas, vencer é um salto. Serão, no papel, os turcos a equipa menos assustadora do grupo. Se Mónaco e Leipzig, que se encontram na Alemanha, podem surgir um bocadinho mais favoritos, sendo esse estatuto dos Touros Vermelhos mais pelo que fez no campeonato germânico da época passada do que pela sua inexistente história europeia, cabe aos dragões aproveitarem todos os pontos possíveis em casa para poderem pensar nos oitavos-de-final.

Pelo que tem mostrado até ao momento – e dispensemos a realidade muito fragilmente competitiva do nosso campeonatozinho limítrofe – o FC Porto de Sérgio Conceição parece estar numa fase autoritária e isso é, certamente, bom sinal. Ficamos à espera. Para benfiquistas e portistas o calendário foi simpático, dando-lhes a hipótese de partirem na frente da corrida.

Mais interessante a jornada de quarta do que a de terça-feira. Afinal o equilíbrio é bem mais evidente nas partidas que se enfileiram na jornada inicial. Liverpool-Sevilha, Shaktar Donetsk-Nápoles, Tottenham-Borussia de Dortmund, Feyenoord-Manchester City. Tudo muito ela por ela. Mesmo o Maribor-Spartak de Moscovo, desinteressantemente marginal, tem os pratos da balança calibrados.

Sobra o Real Madrid, bi-campeão da Europa, aqui já com Ronaldo, castigado para lá da fronteira do Caia, mas livre como um pássaro no que ao resto respeita, receber uma espécie de saco-de-pancada chamado Apoel. Só que os cipriotas têm surgido mais vezes do que era adivinhável na Liga dos Campeões, pelo que merecem, pelo menos, o mínimo de cuidados.

O grande futebol europeu está de volta. Três portugueses perfilam-se, cada qual com as suas ambições e com os seus sonhos. Por hoje, lá vai Lisboa... em Lisboa e em Atenas. Amanhã, num velho casario que se estende até ao mar...

 

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