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Entidade Reguladora da Saúde recebeu quase 60 mil queixas no ano passado

Entidade Reguladora da Saúde recebeu quase 60 mil queixas no ano passado

jornal i 19/06/2017 20:05

Atendimento demorado e falta de informação lideraram reclamações feitas pelos utentes.

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) recebeu só no ano passado 59224 reclamações, o que representa um aumento de 24,5% em relação ao ano anterior. No entanto, a ERS faz uma ressalva: “não pode afirmar-se que tenham existido mais reclamações no sistema de saúde em 2016 em relação a 2015, mas sim que apenas a partir de maio de 2015 as reclamações relativas a todos os prestadores de cuidados de saúde dos setores público, privado e social passaram a estar efetivamente centralizadas na ERS”, revelou esta segunda-feira.

O tempo de espera foi o principal queixa feita pelos utentes   (com 19,4% das ocorrências, em 24,2% dos processos de reclamação) com especial enfoque no tempo de espera para atendimento clínico não programado superior a uma hora. Seguiram-se os “procedimentos administrativos”, em especial a qualidade da informação institucional disponibilizada, e, em terceiro lugar, a “focalização no utente”, salientando-se as questões relacionadas com delicadeza/urbanidade do pessoal clínico.  

No total, foram entregues 69511 processos, 84,8% (59.224) classificados como reclamações/queixas, 13,5% como elogios/louvores e 1,7% como sugestões. A maioria (69,8%) dos utentes optou pelo livro de reclamações. Do total de queixas recebidas, 70,2% são relativas a unidades públicas. 

Unidades mais reclamadas

A A ERS recebeu também elogios (mais de nove mil). Nas unidades de saúde com internamento do setor público, os hospitais Amadora-Sintra, o S.João (Porto), o Garcia de Orta (Almada) e o Santa Maria (Lisboa) foram os que receberam mais reclamações. Já o hospital de Viseu, o IPO (Instituto Português de Oncologia) de Coimbra e o hospital de Castelo Branco foram as unidades que recolheram a maior quantidade de elogios.

Nos hospitais privados, o da Luz, o da Cuf Descobertas e o dos Lusíadas (todos em Lisboa) são os três primeiros da lista de reclamações, mas também são dos que merecem mais elogios.

Já dos 1167 processos submetidos à ERS, em 2016, que foram classificados como sugestões, 67,4% referem-se a estabelecimentos do setor público. A sua maioria foi dirigida à qualidade das instalações.

A entidade arquivou 52642 dos processos, que representa um crescimento de 165,6% em relação ao ano anterior e revela que, em 71% das situações não houve necessidade de atuação acrescida por parte do regulador. Já quase 2% dos processos REC foram alvo de intervenção regulatória. 

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