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Sábado foi o dia mais quente do ano

Sábado foi o dia mais quente do ano

Jornal i 19/06/2017 19:36

Incêndio resultou das temperaturas muito elevadas que se somaram aos "piores fatores" meteorológicos, diz o IPMA

O dia em que teve início o incêndio de Pedrógão Grande foi o “mais quente do ano”, diz o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Isso conjugado com os “piores fatores” meteorológios resultou no maior incêndio que alguma vez exisitiu em Portugal.

Em conferência de impresa, o presidente do IPMA, Jorge Miguel Miranda, lembrou que a somar à temperatura muito elevada, que “superou os recordes dos últimos 60 anos”, como factores “adversos” houve a baixa humidade, ausência de chuva, descargas elétricas associadas a trovoada seca. O IPMA registou ainda a mudança de direção de vento muito rápida.

Com tudo isto, há uma "impossibilidade técnica” de prever um incêndio de tais proporções "naquele sítio, àquela hora", salientou Jorge Miguel Miranda que aponta ainda que existe naquela região "uma mistura arbórea que não é favorável” e que facilitou a propagação de chamas.

O IPMA avisou ainda que amanhã as temperaturas vão continuar a estar muito elevadas, havendo na quarta-feira uma descida de temperaturas máximas.

Sobre possíveis falhas nas previsões meteorológicas, o presidente do IPMA disse que o trabalho do instituto é baseado “no melhor sistema do mundo”: o sistema europeu.

Além disso, Jorge Miguel Miranda lembra que “quando um aviso encarnado é um aviso encarnado e isso devia alterar os nossos comportamentos. Todos os atores no sistema estão a fazer o que devia fazer”. De futuro, defende, “temos de pensar melhor como nos vamos proteger num clima em mundança e questões que estão bastante desestruturadas, do ponto de vista humano”.

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