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Controlar o turismo? Há quem já o faça

Controlar o turismo? Há quem já o faça

Jornal i 16/06/2017 13:16

Desde o ano passado que quem visita Lisboa é obrigado a pagar uma taxa turística de um euro por dormida. A implementação da medida não foi pacífica mas está longe de ser pioneira. Lá fora, chovem exemplos de quem há muito usa o boom turístico para financiar projetos. No limite, há ainda quem aplique taxas, restrições e regras apertadas para evitar que o turismo tome conta das cidades

Butão
Turistas selecionados

Aqui não entra quem quer. Neste território asiático, quem não tiver passaporte indiano ou maldivo, tem que ter visto para entrar e a reserva de férias através de um operador turístico é obrigatória. Os visitantes têm que pagar antecipadamente um pacote mínimo estabelecido pelo governo, que inclui alojamento, refeições, guias e transporte interno.



Veneza
Entrada no centro vai ser controlada

Em Itália, o governo incentivou os seus municípios a aplicarem taxas de turismo e foram 43 as cidades que aderiram. Veneza vive a situação mais extrema: com 55 mil habitantes, recebe todos os dias 60 mil turistas. A cidade terá agora uma zona de controlo, onde será feita a contagem de pessoas que entram nas zonas mais turísticas. Os números vão ser partilhados nas redes sociais para desencorajar os turistas a visitar essa zona na hora de maior fluxo. Além disso, será lançada uma campanha para que os turistas visitem outras zonas da cidade e, para isso, os passes diários de transportes públicos vão passar a incluir também essas áreas.



Áustria
Taxas amigas do ambiente

À semelhança de outros países europeus, também a Áustria cobra taxas aos turistas, mas à saída. Neste caso, o dinheiro angariado reverte para medidas ligadas ao ambiente. Assim, quem sair do país paga oito euros, se a viagem for dentro da Europa, ou 40 euros para o resto do mundo.



Barcelona
É proibido abrir mais hotéis

Barcelona percebeu que está a receber mais turistas do que aqueles que tem capacidade para acolher. Para evitar uma verdadeira crise turística, foi aprovada uma lei que proíbe a abertura de novos hotéis no centro da cidade. Atualmente, há 75 mil camas de hotel e 50 mil em apartamentos turísticos, mas estima-se que a estas se somem mais 50 mil ilegais.

Cinque Terre
Pagar para entrar

“É uma questão de sobrevivência”, garante o diretor desta área protegida. O turismo não pára de crescer nestas  cinco aldeias piscatórias de Itália e há que fazer algo para que continuem fiéis ao original. Assim, está previsto que a entrada de turistas passe para a um limite máximo de 1,5 milhões por ano, face aos 2,5 milhões atuais. Além disso, para garantir a sustentabilidade da região, será cobrada uma entrada, que tem que ser adquirida previamente através da internet.  



Amesterdão
Caça às ilegalidades

Atualmente, Amesterdão recebe 17 mil turistas por dia, mas prevê-se que este número chegue aos 30 mil em 2025. O país decidiu pôr um travão a este crescimento e investir na investigação de alugueres ilegais. Só em 2015, receberam mais de 800 denúncias de ilegalidades ligadas ao negócio de arrendamento. Além disso, o governo lançou o apelo para que os turistas ponderem ficar hospedados fora da capital.

Copenhaga
O turista que se adapte

Numa cidade com seis milhões de habitantes e que recebe mais de nove milhões de turistas por ano, tiveram que ser impostos alguns limites. Por exemplo, na cidade existem as chamadas “quiet zones”, zonas residenciais onde os turistas têm que cumprir as restrições. Além disso, o sistema de uso público de bicicletas está adaptado para ser usado por visitantes. A lógica do governo é que sejam os turistas a adaptarem-se à vida dos dinamarqueses e não o contrário.



Santorini
Cruzeiros limitados

O número de turistas a visitar esta ilha grega cresce a cada ano. Em 2015, Santorini recebeu 636 navios de cruzeiro, com 790 mil passageiros. Este fenómeno tem causado problemas ambientais e sociais e, para evitar o caos, a cidade decidiu implementar alguns limites. Os turistas a chegar à ilha através de cruzeiros não podem ultrapassar os 8 mil por dia. Antes disso, esse número podia chegar facilmente aos 10 mil por dia, durante a época alta.

 

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