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Dois mortos e dois desaparecidos em acidentes no rio e no mar

Dois mortos e dois desaparecidos em acidentes no rio e no mar

Joana Marques Alves 12/06/2017 09:21

Crianças de 14 e 11 anos morreram ontem no rio Vouga. Jovens de 18 e 19 anos continuam desaparecidos, depois de terem sido levados pelo mar, na praia da Baía

O dia de ontem ficou marcado por duas tragédias: em Águeda, dois irmãos perderam a vida no rio Vouga; em Espinho, dois jovens desapareceram na praia da Baía. 

O primeiro caso envolveu duas crianças de 11 e 14 anos de idade. Os irmãos desapareceram ao início da tarde, em Macinhata do Vouga, em Águeda. As crianças estariam a brincar nas margens do rio, acompanhadas por familiares. A mais velha atirou-se ao rio para salvar o irmão, que se estava a afogar, mas ambos terão sido levados pela corrente.

O alerta foi dado às 14h39 e no local estiveram bombeiros das corporações de Águeda e Albergaria-a-Velha. A menina foi encontrada ainda com vida, mas acabou por morrer a caminho do hospital, após várias manobras de reanimação. O corpo do menino de 11 anos foi encontrado por volta das 17h45.

Mar revolto leva amigos

Cerca de uma hora depois da tragédia, por volta das 15h45, era dado outro alerta, desta vez na Praia da Baía, em Espinho. Dois jovens, de 18 e 19 anos de idade, estavam desaparecidos. 

As autoridades foram chamadas por um amigo das vítimas que, ao que tudo indica, foram levadas pelo mar. Foram acionados vários meios de buscas, incluindo um helicóptero e uma lancha da Polícia Marítima.

Até ao fecho desta edição, as autoridades ainda não tinham conseguido detetar os dois adolescentes. As buscas foram dificultadas pelo estado do mar. 

Mais de 30 mortes por afogamento

Não há memória de um começo de época balnear tão trágico como o deste ano. No dia 1 de maio, quatro pessoas morreram por afogamento: um casal de espanhóis morreu na Nazaré, um homem de 32 anos perdeu a vida na Costa de Caparica e uma mulher morreu na Póvoa de Varzim.

Nestes três sítios, a época balnear só começou oficialmente no passado dia 1 de junho, pelo que as praias, contrariamente a outras espalhadas pelo país, não tinham, na altura das tragédias, nadadores salvadores.

Durante a época balnear de 2016, que decorreu oficialmente entre 1 de maio e 15 de outubro, morreram 11 pessoas.

De acordo com o relatório do Observatório do Afogamento, da Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores, entre 1 de janeiro e 1 de maio deste ano morreram 36 pessoas por afogamento. Destas, 28 eram do sexo masculino e oito do sexo feminino.

Oito casos aconteceram no mar, oito no rio, cinco envolveram a queda num poço, outros dois num tanque, um numa marina, outro numa piscina doméstica e outro numa vala.

Lisboa, Porto e Faro foram os distritos onde ocorreram mais mortes por afogamento - sete mortes em cada um destes locais. Segue-se Leiria (quatro), Aveiro (dois), Beja (dois), Coimbra (dois), Braga (um), Évora (um), Guarda (um), Viana do Castelo (um) e Viseu (um).

Não foi possível confirmar a idade de sete vítimas, mas quatro tinham entre 11 e 20 anos, uma entre 21 e 30 anos, cinco entre 31 e 40 anos, duas entre 41 e 50 anos, cinco entre 51 e 60 anos, outras cinco entre 61 e 70 anos e sete vítimas tinham mais de 70 anos de idade.

Catorze das vítimas eram de nacionalidade portuguesa, mas o mar português fez vítimas de nacionalidade espanhola, sueca, brasileira, romena, alemã e austríaca, não tendo sido determinada a nacionalidade de 15 vítimas, revela o mesmo relatório.
 

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