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Mais de metade dos primatas em risco de extinção, alertam cientistas

Mais de metade dos primatas em risco de extinção, alertam cientistas

Shutterstock Joana Marques Alves 05/06/2017 13:31

Chimpanzés, gorilas e orangotangos são algumas das espécies que podem desaparecer brevemente

Trinta e um cientistas alertaram esta semana para o facto de os nossos ‘parentes mais próximos’ – espécies de chimpanzés e de outros primatas, como gorilas e orangotangos – estarem na “iminência de se extinguirem”.

Como explica o Independent, os primatas são caçados por outros animais selvagens e pelo Homem, que tenciona recolher a sua carne e partes do seu corpo para ornamentos. Para além disso, o habitat destes animais tem sido destruído ao longo das últimas décadas pelos humanos, com o objetivo de construir grandes quintas para produzir alimentos, como o óleo de palma, ou complexos industriais para explorar recursos, como o petróleo.

Para além disso, existem novas ameaças: as alterações climáticas, que influenciam o meio ambiente em que estes animais habitam, e a “propagação de doenças humanas para os animais”, escreve o site britânico.

De acordo com o mesmo artigo, das 504 espécies de primatas existentes, 60 por cento está em risco de extinção e 75 por cento viu a sua população diminuir consideravelmente nos últimos anos.

Apesar de tudo isto, os cientistas – que publicaram o seu estudo na revista dedicada a estas espécies, Science Advances – acreditam que estes animais ainda podem ser salvos: “Apesar de muitas das espécies de primatas enfrentarem risco de extinção, acreditamos que esta não é uma causa perdida e que as pressões ambientais e antropogénicas que levaram a esta situação podem ainda ser revertidas”, defendem.

No entanto, os investigadores afirmam que estas alterações nos comportamentos devem ser implementadas “de imediato”. “Se não agirmos, as ameaças ambientais induzidas pelos Homem resultarão numa redução continuada e acelerada da biodiversidade de primatas (…) Eles são muito importantes para a Humanidade. Afinal, são os nossos ‘parentes’ mais próximos”, argumentam.

Para ler o artigo do Independent, clique aqui.

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