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Presidente Marcelo abraça causa dos refugiados

Presidente Marcelo abraça causa dos refugiados

Luís Bento Joana Marques Alves 03/06/2017 09:55

Marcelo Rebelo de Sousa teve um dos encontros mais surpreendentes das Conferências do Estoril. O Presidente da República abraçou uma menina cascaense, filha de refugiados.

O Presidente da República não esqueceu o papel de Portugal no apoio aos refugiados e aproveitou a passagem, pela última edição das Conferências do Estoril para deixar uma imagem bem vincada nesse apoio: «Pessoalmente, o que vos quero dizer é que esta luta [de apoio aos refugiados] é uma luta cultural». 

«Quando olhamos à volta e vemos responsáveis políticos, protagonistas cimeiros da cena internacional, defenderem o hipernacionalismo, a xenofobia, a intolerância, a reação básica e populista perante os desafios deste tempo, temos de responder culturalmente, de acordo com os princípios», criticou o Presidente da República.

Para Marcelo Rebelo de Sousa  «é importante lutar por meios militares e segurança contra as ameaças vindas de fora», mas, mais do que  isso, «é muito mais importante não ceder à tentação de se ser securitário, de se abolir a liberdade, de sacrificar a democracia».

Durante a sua presença no Centro de Congressos do Estoril, o ‘Presidente dos Afetos’ teve um encontro que o tocou particularmente: Uma menina cascaense, filha de refugiados. Os pais foram duas das pessoas que Portugal acolheu e a criança já nasceu em território português.

Além de Marcelo, as confer~encias contaram ainda com a presença de várias figuras da maior relevância do panorama político português, designadamente vários membros do Governo como o ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, e o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral. O.

Tudo por um colete

Para fugir da guerra e outros conflitos várias famílias pagaram quantias exorbitantes para conseguirem um lugar num barco, cujo destino nem sempre é alcançado em segurança, para as levar até outros locais e países e ai recomeçarem a viver em paz. 

Alguns dos coletes usados por esses aventureiros forçados estiveram expostos no Centro de Congressos do Estoril, juntamente com outros pertences dos que fugiram com a roupa que tinham vestida e coisas básicas para os ajudar a sobreviver longe de casa, como uma caixa de medicamentos, um documento de identificação ou um cartão de telemóvel.

Por exemplo, os coletes usados para fazer longas travessias marítimas têm capacidade para suportar apenas até oito quilos, o que os torna praticamente ineficazes para adultos e adolescentes.

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