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Política para subida de preços falha

Política para subida de preços falha

Magalhães Afonso 11/05/2017 18:48

A política de cortes da OPEP para forçar a subida dos preços do petróleo falhou. Os EUA aumentaram a produção e a Rússia e outros países que se tinham comprometido a reduzir mantiveram os níveis de extração. 

Segundo um relatório da OPEP (Organização de Países Exportadores de Petróleo) sobre o mercado petrolífero, a oferta continua a ser superior à procura e a política de cortes para falhou na redução do desequilíbrio do mercado.

Além do aumento da produção norte-americana, dos Estados Unidos, mas também devido à falha da Rússia e de outros países que também se comprometeram a cortar a produção. Segundo o relatório a OPEP cumpriu o acordo.

A Rússia comprometeu-se com um corte de 300 mil bpd de forma a apoiar a estratégia definida pela OPEP de limitar a produção de petróleo para escoar as reservas mundiais e assim tentar acelerar a subida do preço, em níveis historicamente baixos desde o verão de 2014.

Em novembro de 2016 a OPEP chegou a acordo para baixar a produção petrolífera em 1,8 milhões de bpd e a Rússia, o maior dos 11 produtores que estão fora do cartel, comprometeu-se a cooperar nesta redução.

Além dos 13 países da OPEP, outros produtores de petróleo como a Rússia, Omã, México, Cazaquistão ou Azerbaijão estavam comprometidos com o objetivo de reduzir o excesso de oferta e as reservas de petróleo.

Em novembro de 2016 as reservas atingiam 2991 milhões de barris só nos países mais desenvolvidos, mais 271 do que a média dos últimos cinco anos. Apesar dos cortes da OPEP, o nível das reservas chegou a 3013 milhões de barris em março último.

O aumento da produção nos Estados Unidos, mas também a falta do cumprimento do acordo por países como a Rússia, Omã, Cazaquistão ou Malásia, explicam o desequilíbrio entre a oferta e a procura, refere o relatório, precisando que a OPEP cumpriu o acordo.

A produção conjunta da OPEP foi em abril, segundo fontes secundárias, de 31,7 milhões de barris por dia, menos 1,3 milhões de barris por dia do que em dezembro de 2016.

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