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Deputados do PS querem saber se governo está a ponderar regresso do SMO

Deputados do PS querem saber se governo está a ponderar regresso do SMO

Luís Claro 23/04/2017 15:48

Três deputados socialistas pedem uma “reposta cabal” ao ministro da Defesa e manifestam-se contra reposição do SMO

Os deputados socialistas João Torres, Diogo Leão e Ivan Gonçalves querem saber se “o governo está a ponderar a reposição do serviço militar obrigatório (SMO)”.

A pergunta consta de um requerimento enviado ao ministro da Defesa e surge na sequência da posição assumida por alguns deputados do PS em defesa de uma reflexão sobre o regresso do SMO.

Os deputados socialistas consideram, no requerimento, que o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, não deu “uma resposta cabal quanto àquela que pode ser a intenção do governo sobre essa matéria” e manifestam-se contra o regresso do SMO. “Vemos este eventual retrocesso com preocupação, uma vez que não perspetivamos no SMO uma solução para os eventuais problemas de falta de efetivos”.

Os três deputados socialistas lembram ainda que o regresso do SMO não consta do programa de governo, que nem sequer “sinaliza a necessidade de retomar este debate”.

Em declarações ao i, José Miguel Medeiros, coordenador do PS na Comissão de Defesa Nacional, defendeu, a título pessoal, que “está na altura de o assunto ser ponderado seriamente” e que “há muitas razões que justificam que se comece a trabalhar no assunto”.

O deputado socialista Ascenso Simões, que pertence à comissão parlamentar de Defesa, defendeu que “o parlamento deveria criar uma subcomissão para elaborar um relatório que permita uma releitura rigorosa da situação e as alternativas para o futuro”.

Questionado sobre o regresso do SMO, numa entrevista ao Público, o ministro da Defesa disse que “é um tópico que pode ser discutido, como o está a ser no contexto europeu”. Azeredo Lopes afirmou que “felizmente na esfera do Governo há quem seja a favor e quem seja contra. Isto tem um aspeto positivo: quanto mais se discutir, mais esclarecido fica o próprio decisor político. Não está nos planos imediatos - nem mediatos - deste Governo lançar formalmente a questão do SMO”.

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