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Notáveis do PSD solidários com demissão de Mauro Xavier

Notáveis do PSD solidários com demissão de Mauro Xavier

Sebastião Bugalho 20/04/2017 21:43

O líder da concelhia social-democrata demitiu-se hoje

Depois de um processo autárquico atribulado na capital, o líder local do PSD em Lisboa apresentou a sua demissão, conforme o i noticiou hoje em primeira mão. Nas reações à saída de Mauro Xavier, destacaram-se figuras de destaque dos sociais-democratas. Xavier, que nunca pretendera ter como candidata qualquer das vice-presidentes da direção de Passos Coelho à Câmara Municipal de Lisboa, deixou a presidência da concelhia precisamente devido ao facto de Teresa Leal Coelho (candidata e vice-presidente de Passos) se recusar reunir com o PSD/Lisboa devido a divergências políticas. Motivos profissionais também foram, ao que o i apurou, causa fulcral.

Leal Coelho, escreve Mauro Xavier, "recusou expressamente e publicamente dialogar ou reunir com a estrutura do PSD em Lisboa". Numa carta aos militantes locais, Xavier não escondeu as "diferenças de opinião relativamente à condução deste processo" ou a sua "divergência em relação à atual liderança" que, segundo este, nada condicionaram o seu "empenho e vontade de vencer Lisboa". "Temos o dever e a responsabilidade histórica de vencer estas eleições", realçou por escrito e em público. Xavier, que liderou a estrutura local durante um tempo em que o PSD foi criticado por ausência de oposição em Lisboa, acrescentou que participará na campanha "enquanto militante".

Se a saída de Xavier for o início de um furacão, com o seu polémico vice-presidente Rodrigo Gonçalves a assumir a liderança interina, a borboleta que bateu as asas antes da tempestade não se escondeu. "Quero dar aqui público testemunho do modo irrepreensível com que o Mauro Xavier lidou comigo, nestes anos de Presidente da Concelhia de Lisboa. Outras ou outros terão avaliações não coincidentes. Por mim, só posso dizer muito bem. Continuar a sua meritória carreira profissional permitir - lhe - à alargar ainda mais os seus horizontes, já bem mais amplos do que o que se encontra por todo o lado na vida partidária", escreveu Pedro Santana Lopes.

Nem Xavier nem Passos Coelho conseguiram convencer o Provedor da Santa Casa a ser candidato à Câmara de Lisboa, apesar ser a grande aposta do partido até à sua recusa em dezembro do ano passado. "Mauro um grande abraço. É pena pois neste processo eleitoral era das poucas pessoas lúcidas", escreveu também Carlos Barbosa, o presidente do Automóvel Clube de Portugal, que esteve muito próximo da concelhia durante o consulado de Mauro Xavier. "Mauro, obrigado pelo trabalho e pelo empenho numa luta diária por Lisboa. Sei bem a vontade que existia de fazer e dar a Lisboa um rumo novo, que tanto precisa. A vida tem destas coisas. Cruzamo-nos com pessoas que passamos a respeitar e admirar pela qualidade e frontalidade.

Da minha parte, repito, obrigado", disse também Diogo Agostinho, que integrou a elaboração do programa local, coordenado por José Eduardo Martins. Este também escreveu uma nota de gratidão: "Há anos que ninguém no PSD me pedia uma linha ou uma opinião. Obrigado pela oportunidade. Terá sido a primeira de muitas". As despedidas com sabor a "até já" não ficaram por aí. Carlos Reis, ex-presidente da JSD/Amadora que também auxiliou a elaboração do programa para Lisboa, postou na página pessoal de Mauro Xavier: "Grande abraço. Por vezes o fim de alguma coisa é apenas o início de outra".

Hermínio Loureiro, ex-presidente da câmara de Oliveira de Azeméis e antigo governante e dirigente desportivo deixou também uma mensagem dirigida a Mauro Xavier:  "um grande abraço" "

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