20/8/17
 
 
Filipe Baptista 20/04/2017
Filipe Baptista

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Deus reencarnou em Marcelo

Peço desde já desculpa aos crentes e devotos da fé cristã – não pretendo ofender ninguém nem reescrever a história da Igreja. Mas, como agnóstico (nem teísta nem ateísta) que vive num Estado democrático e laico com liberdade de expressão, não consegui descrever de outra forma o que penso do nosso Presidente.

Sei que corro o risco de me antecipar nos elogios (porque, em política, o que é hoje amanhã pode não ser) mas, depois de, esta segunda-feira, ver Marcelo em Tires para acompanhar os trabalhos de rescaldo da queda da avioneta, não me contive.

Marcelo só pode personificar Deus na terra, ou então o seu corpo de assessores são os apóstolos. Marcelo está em todo o lado. Por vezes tenho a sensação de que, se tiver uma avaria no carro e ligar para a assistência em viagem, quem me vai atender é Marcelo e, com sorte, ainda aparece a conduzir o reboque.

E atentem que digo isto com orgulho e admiração. Já escrevi várias vezes sobre o nosso Presidente (este, sim, o Presidente de todos os Portugueses), mas não há dia que passe que não tenha algo mais a acrescentar e, até à data, sempre positivo.

Digo-o ainda sem qualquer compromisso. Não sou da ala política de Marcelo, fui bastante cético em relação à sua capacidade de exercer a magistratura, fui crítico em relação à forma como comentava a atualidade aos domingos, por isso, estou completamente à vontade para dizer que Marcelo é o maior! Esta é, aliás, uma expressão recorrente nas conversas de café quando alguém opina sobre o Presidente.

Marcelo é efetivamente o maior! Cumpre promessas e assegura de forma exemplar e equidistante a sua magistratura. Sem pôr em causa os seus valores, mas compreendendo as necessidades do país, Marcelo, num ano, fez mais pelos portugueses do que o seu antecessor durante 20 anos (o tal que não era político mas que viveu da política durante todo este tempo).

Marcelo não só parece estar em todo o lado (sinal de omnipresença) com cumpre as promessas que faz. Cumpriu almoçar em casa do casal sem-abrigo que o convidou ainda em campanha, pelo caminho ainda opinou sobre um acesso a uma escada para deficientes motores, correu com crianças e ainda convidou o casal para jantar em Belém, coisa que, não duvidem, vai cumprir. Serviu refeições em abrigos ao mesmo tempo que distribuía sorrisos e afetos. Não multiplicou pães nem transformou água em vinho, mas já não duvido de nada.

Marcelo podia optar por uma postura mais magnânima, altiva e afastada do povo. Mas Marcelo sabe quem o elegeu e sabe quem o elegerá daqui a quatro anos. Claro que Marcelo pensa nisso. Aliás, Marcelo deve pensar em tudo. Entrar no cérebro de Marcelo deve ser como percorrer os circuitos de um data center da Google. Mas além do taticismo do animal político, que é e sempre foi, Marcelo demonstra um enorme lado humano. De homem bom, generoso e atento. E nos tempos que correm, em que a humanidade demonstra, a cada dia que passa, estar mais isolada, distante e indiferente aos males do mundo, ter um Marcelo é uma dádiva. 

Dava jeito ter mais meia dúzia de Marcelos espalhados pelo globo. Mas só há este e é nosso.

Só espero não me arrepender dos elogios e desejo que esta hiperatividade toda não se esgote para que o tenhamos por mais uns anos, porque um Presidente assim faz falta, muita falta.

Escreve à quinta-feira

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