20/8/17
 
 
Vítor Rainho 20/04/2017
Vítor Rainho

vitor.rainho@newsplex.pt

Os pobres dos alemães foram roubados

A Alemanha tem fama de ter poder em todos os campos e de ser, por isso mesmo, beneficiada em diversas situações.

Há mesmo quem os ache uns malandros que querem obrigar os outros, nomeadamente nós, a ser pobres e que desejam mandar na Europa. Falamos de um país que foi arrasado na II Guerra Mundial e, passados muito poucos anos, já era uma potência em diferentes áreas. A sua cultura, disciplina e talento deram-lhe rapidamente uma situação de destaque. Ergueram-se literalmente das cinzas e voltaram a ser um colosso mundial.

Vem esta adjetivação futebolística a propósito do que se passou anteontem em Madrid, onde a principal equipa germânica foi “roubada” descaradamente contra o emblema de Cristiano Ronaldo. Se no lugar do Real Madrid estivesse uma equipa portuguesa, logo se diria que é por sermos pequenos e pobres que nos teriam “roubado”, que os mafiosos da UEFA não podiam permitir que uma equipa portuguesa chegasse às meias-finais, e não faltariam mais teorias da conspiração.

Como é uma equipa alemã que está em questão, boa parte das cabeças pensantes aplaudiu o afastamento do Bayern de Munique da Liga dos Campeões. O que se passou em Madrid apenas revela que ninguém é infalível. Seja alemão, espanhol ou português.

Os árbitros não têm acesso às imagens de que os comentadores de sofá dispõem, decidem em frações de segundos e estão, obviamente, sujeitos ao erro.

O que mais uma vez se provou é que o futebol não pode continuar a esquecer-se dos avanços tecnológicos e a pensar que o mundo está igual ao do séc. XIX, altura em que os britânicos descobriram as delícias de uma bola redonda. O basquetebol mudou, o râguebi e o ténis e tantas outras disciplinas também. Por que razão não muda o futebol?

P. S. Algumas aventesmas sem respeito pela dor prontificaram-se a crucificar os pais da jovem que morreu depois de ter contraído sarampo. A selvajaria dos polícias dos costumes só terá paralelo com a dos seus “colegas” da Arábia Saudita ou do Estado Islâmico.

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